terça-feira, 26 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
Dezembro de 2011
Vamos a isto!
Depois de tantos anos de desgovernos, de rumos e caminhos irresponsáveis, sem qualquer destino e objetivos, eis que se Portugal apronta para executar um conjunto de reformas estruturais, delineado por um conjunto de entidades e instituições internacionais que nos apontam o caminho da recuperação e sustentabilidade da nossa economia e da nossa sobrevivência enquanto País.

De nada valeram os inúmeros estudos e análises setoriais elaborados nas últimas décadas que indicavam o caminho para o crescimento. De nada serviram as visões, modelos e grandiosos projetos que nos trariam o progresso e o desenvolvimento. Eis que tudo, num ápice, foi por água abaixo.

Em apenas três semanas, uns quantos senhores, traçaram e escreveram um verdadeiro programa de Governo, repleto de reformas, cheio de medidas concretas e com mudanças profundas na organização e posicionamento do Estado, na atividade económica, nas relações laborais e na forma como todos teremos de encarar o bem comum.
Bastaram apenas três semanas para ficarmos esclarecidos sobre aquilo que tem de ser feito e que fomos incapazes de fazer nos últimos anos. É triste, mas bem real.

Ninguém duvida que se aproximam tempos de muitas dificuldades que nos colocaram dúvidas e provocaram receios e medos face às novas realidades. Mas este é o preço das muitas reformas que não tivemos coragem de promover, por incapacidade própria e por receio à mudança.

Não tenho qualquer dúvida que podemos encarar as contrariedades e os constrangimentos, como oportunidades de mudança, desafiando culturas instaladas, procurando formas mais eficientes de organização e produção, inovando nos serviços e apostando na criação de valor.

O setor tem agora a sua grande oportunidade de conquistar o seu lugar na sociedade, na economia e no desenvolvimento do País. Estará ele preparado para assumir essa responsabilidade? Está disponível para assimilar as necessárias mudanças? Como diria René Descartes, "não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis", mas a esta frase acrescentaria que tudo se torna mais fácil se estivermos predispostos à mudança.

A sujeição paciente e fatalista perante as dificuldades e mudanças pode ser um caminho, porventura o mais fácil e mais cómodo... Mas ser lutador inconformado, apesar de ser um caminho mais árduo e difícil é, certamente, mais compensador e entusiasmante. Vamos a isto!

José Monteiro Limão
josé.limao@transportesemrevista.com

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