quinta-feira, 13 de Agosto de 2020

 
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Carga & Mercadorias
03-02-2020
Investimento de 2.000 milhões de euros
Quadrante desenvolve estudos para novo terminal portuário no Brasil
A Quadrante, empresa portuguesa de engenharia, arquitetura e consultoria de edifícios, indústria, transportes, hidráulica e ambiente, está a desenvolver estudos para o novo terminal portuário de Alcântara, no Brasil, assim como para o respetivo ramal ferroviário. De acordo com as mais recentes projeções, a nova infraestrutura portuária terá um impacto médio de cerca de 20% do PIB no estado brasileiro do Maranhão. Desenvolvido de forma faseada, o projeto insere-se num investimento global de cerca de dois mil milhões de euros.

Em comunicado, a empresa esclarece: “o Grupo Quadrante, através da sua participada Viaponte, foi selecionada pela GPM (Grão-Pará Multimodal) para o desenvolvimento dos estudos de engenharia do novo porto de águas profundas, bem como do respetivo ramal ferroviário, localizados na Baía de São Marcos, no estado brasileiro do Maranhão. O novo terminal portuário de Alcântara destina-se não só à exportação de minério de ferro e de produtos agrícolas, mas também à importação de combustíveis e fertilizantes, prevendo-se um investimento estimado em dez mil milhões de reais [cerca de dois mil milhões de euros], que o tornará um dos mais importantes terminais portuários do Brasil”.

João Prego, senior partner e responsável pelo mercado do Brasil do Grupo Quadrante, considera que “o Brasil é um mercado estratégico no qual temos uma larga experiência e conhecimento local, o que nos permite responder com eficiência e rapidez a projetos de grande envergadura e complexidade”. Além disso, “o novo terminal portuário de Alcântara será um ponto central nas ligações comerciais marítimas e terrestres, reforçando o contributo do Grupo Quadrante não só para a melhoria das infraestruturas, mas também para o crescimento económico do Brasil”, acrescenta o responsável.

O estudo de impacto económico realizado pela Quadrante prevê que o novo terminal portuário represente um aumento médio de 20% no PIB naquele estado brasileiro e crie cerca de 15 mil novos postos de trabalho no início da sua atividade e até 40 mil num horizonte de 30 anos.

Quanto às características, a Quadrante explica que “o porto tem uma profundidade de 25 metros, permitindo operar navios graneleiros de 400 mil toneladas, utilizados para o transporte de minério de ferro, estando também previsto operar navios Capesize para o transporte de grãos agrícolas. A retro área onshore cobre 1.100 hectares necessários para a instalação de terminais para o manuseamento de vários produtos, como minério, grãos agrícolas, fertilizantes e combustíveis”.

“O Grupo Quadrante desenvolveu os estudos de viabilidade técnica, que permitiram a obtenção da autorização do governo federal para a construção e operação do porto e ferrovia privados, estando atualmente a desenvolver os estudos de engenharia dos trabalhos offshore, onshore e dos 220 quilómetros da ferrovia de carga, necessários para a obtenção do licenciamento ambiental”, detalha a empresa portuguesa.
por: Pedro Venâncio
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