quinta-feira, 9 de Abril de 2020

 
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Carga & Mercadorias
28-11-2019
Viana do Castelo e Leixões são exceções
Carga movimentada nos portos nacionais continua a decrescer
Os portos do Continente movimentaram, entre janeiro e setembro deste ano, um total 65,6 milhões de toneladas de carga, menos 7,2% face a igual período do ano passado. Em comunicado, a AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, salienta que os portos de “Viana do Castelo e Leixões são os únicos a apresentar um comportamento positivo no período em análise, com Leixões a registar um volume global de 14,8 milhões de toneladas, a sua melhor marca de sempre”. Sines continua a liderar com maioria absoluta o segmento dos contentores, com uma quota correspondente a 52,1% do total registado (-6% que em 2018), mas também é um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo verificado nos portos nacionais, “devido à greve dos trabalhadores portuários do Terminal XXI, que decorreu de maio a agosto, e à ocorrência de paragens programadas da central termoelétrica e da refinaria, o que reduz em quase -6,4 milhões de toneladas o movimento verificado na Carga Contentorizada, Carvão e Petróleo Bruto (que representam um total de 82,4% do total de cargas ‘perdidas’)”, diz a AMT. Por outro lado, o porto de Sines regista comportamentos positivos ao nível dos Produtos Petrolíferos (+1,2 milhões de toneladas) e de Outros Granéis Líquidos (+255,9 mil toneladas), quando comparado com igual período de 2018. Estes dois em Sines, a par da Carga Contentorizada (+355 mil toneladas) e Ro-Ro (+152,9 mil toneladas) em Leixões são os mercados que mais positivamente influenciaram o desempenho do sistema portuário. Já os portos de Lisboa, Figueira da Foz e Setúbal registam quebras de cerca -3,6%, -8,7% e -2,2%, respetivamente.

Contentores com quebra de 7,7%

Entre janeiro e setembro deste ano, o movimento de contentores registou uma quebra global de -7,7% no volume de TEU´s, apresentando um movimento total de 2,08 milhões de TEU´s. Este desempenho é explicado pelo desempenho negativo de Sines e Setúbal (-17,2% e -3,2%, respetivamente) e positivo de Leixões, Lisboa e Figueira da Foz (+8,2%, +4,6% e +5,5%, respetivamente). “
Segundo a AMT, “importa recordar o peso que o tráfego de transhipment representa no volume de contentores movimentados em Sines, que, não obstante ter vindo a diminuir nos últimos meses, acumulando em setembro uma redução de -27,9%, ainda representa 68,3% do total no porto. Por outro lado, o volume de TEU´s com origem e destino no hinterland do porto regista um crescimento de +21,6%”.
Em relação ao movimento de navios, comparativamente ao período janeiro-setembro de 2018, a AMT salienta que “os nove primeiros meses de 2019 observaram um decréscimo de -0,5% no número de escalas (8025 escalas), bem como uma diminuição no volume de arqueação bruta de -0,9% (para cerca de 151,8 milhões). Os portos de Viana do Castelo e Lisboa foram os únicos portos que registaram um crescimento no número de escalas de, respetivamente, +10,8% e +5,7%”. A autoridade refere que “o desempenho negativo global a que se assistiu no período janeiro-setembro de 2019 resulta da conjugação de quebras verificadas nos volumes de carga embarcada e desembarcada, -10,3% e -5,2%, respetivamente, face a igual período de 2018”.


por: Pedro Pereira
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