domingo, 26 de Janeiro de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
28-11-2019
João Galamba, secretário de Estado da Energia
Governo vai dar «atenção redobrada» ao gás renovável
O secretário de Estado da Energia, João Galamba, afirmou que no Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), que será entregue em Bruxelas brevemente, haverá um reforço da aposta no gás natural renovável. «A aposta na eletrificação mantém-se, mas vamos dar uma atenção redobrada ao gás renovável, nomeadamente biometano e hidrogénio a partir de resíduos e biomassa, mas também com forte aposta do aproveitamento dos baixos custos de produção de energia renovável que já demonstrámos conseguir ter», disse João Galamba à Transportes em Revista, à margem do Seminário da Gasnam, associação que fomenta o uso de gás natural e renovável na mobilidade, que decorreu hoje em Lisboa. 

O PNEC terá assim três grandes eixos, um que é transversal e respeita à eficiência energética, outro será o eixo da descarbonização do setor elétrico com a eletrificação de alguns consumos e, por fim, a aposta na descarbonização do setor do gás.

O secretário de Estado da Energia adiantou que já estão a trabalhar nesta temática para que se possa «regular tecnicamente a injeção de gases renováveis na rede de gás natural, vamos antecipar a transposição da diretiva da RED II [Diretiva das Energias Renováveis] que diz respeito às garantias de origem de gases renováveis. E vamos definir metas vinculativas para os diferentes setores da economia, nomeadamente no transporte de mercadorias e industrial que são dois setores que o Plano Nacional de Energia e Clima já pretendia descarbonizar, mas muito centrado na eletrificação. E temos hoje consciência de que por muito importante que seja a eletrificação, tem de ser complementada com descarbonização do gás natural e aposta no hidrogénio e no biometano».

De recordar que a RED II estabelece uma meta de 32% de energia proveniente de fontes renováveis na União Europeia em 2030 e prevê que os Estados-membro transponham para os respetivos quadros jurídicos algumas das medidas da diretiva até 30 de junho de 2021.

Estas metas de descarbonização «muito dificilmente as conseguiremos atingir» sem uma aposta também no gás renovável. «Consideramos que há uma grande complementaridade entre o setor elétrico e na descarbonização do setor do gás. Achamos que há vantagens mútuas e, por isso, queremos apostar e promover essa realidade».

«O caminho para uma economia neutra em carbono exige uma ação conjunta em diversas áreas estratégicas, como por exemplo, a prioridade à eficiência energética, o reforço da diversificação de fontes de energia exclusivamente renováveis, aumento da eletrificação do consumo, promoção de gases renováveis e a descarbonização da rede de gás natural, reforço e modernização das infraestruturas, reconfiguração e digitalização do mercado, incentivo à investigação e inovação, entre outros», explanou.

João Galamba referiu ainda que o porto de Sines pode ter aqui um papel importante. «Estamos a avaliar possibilidade de criação de uma unidade para a produção em larga escala de hidrogénio verde. A localização ideal é Sines porque já tem infraestrutura de armazenamento e transporte, quer terrestre quer marítimo».

Por fim, o secretário de Estado da Energia relembrou que «esta é também uma oportunidade para mostrar ao país que a descarbonização pode ser uma oportunidade industrial e não apenas uma ameaça industrial. E nada melhor do que reposicionar e valorizar Sines com projetos desta natureza e mostrar que, além do papel que desempenha e continuará a desempenhar durante muito tempo no centro logístico ligado à energia de natureza fóssil, pode também alargar as suas competências e por essa via aumentar significativamente a competitividade e o valor do porto de Sines na área dos gases renováveis».

A expetativa é que no primeiro semestre de 2020 já haja capacidade de injetar gases renováveis na rede.
por: Sara Pelicano
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