quinta-feira, 21 de Novembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
29-08-2019

Empresa vai reforçar oferta
Fertagus faz 20 anos e ajudou a retirar 62 milhões de carros da ponte
A empresa do Grupo Barraqueiro comemora 20 anos da operação do comboio da ponte e prepara-se para, em outubro, reforçar a oferta de comboios em mais 10%. Este reforço da oferta visa dar resposta ao aumento da procura devido ao PART que é considerado “um mau negócio”.
 
A Fertagus está a comemorar o seu 20.º aniversário e anunciou que nas últimas duas décadas transportou 390 milhões de passageiros, ajudando a retirar da Ponte 25 de Abril, cerca de 62 milhões de automóveis. “Todos os dias, a Fertagus, eleita ‘Marca 5 Estrelas Regiões’ pelo segundo ano consecutivo, transporta 83 mil passageiros que escolhem o comboio para fazer a travessia da ponte. E é assim há 20 anos, já com cerca de quatro milhões de quilómetros percorridos, o equivalente a 40 voltas à Terra”, salienta a empresa do Grupo Barraqueiro. “A Fertagus, que une seis municípios à capital, ajudou a mudar o perfil de mobilidade dos passageiros que atravessam a ponte, daí ter a excelente avaliação de 4.5 em cinco pelos clientes. Não só tem sido crescente o número daqueles que o fazem de comboio, como são muitos aqueles que deixam os seus veículos nos mais de 6.200 lugares dos Parques Fertagus, que estão atualmente com uma taxa média de ocupação de 70% – ao longo de 20 anos, são já mais de 18 milhões de viaturas parqueadas”, refere a empresa. De acordo com Cristina Dourado, administradora-delegada da Fertagus, “ao longo destes 20 anos, a empresa tem investido sempre num serviço de qualidade. Ao longo de 20 anos não existiu nenhum mês em que a Fertagus não tenha cumprido as exigentes metas de pontualidade e regularidade de serviço”.

Outubro com novidades na operação
Entretanto, a administradora-delegada da Fertagus, Cristina Dourado, anunciou, durante a conferência Mobilidade Partilhada – Oportunidades e Desafio’, que em outubro deste ano, a empresa ferroviária irá reforçar a oferta de comboios em 10%. Cristina Dourado disse que a Fertagus irá fazer mais 16 comboios por dia e mais oito ligações entre Lisboa e Setúbal, nomeadamente no período da tarde. Este reforço fará com que cada comboio, ao invés das habituais quatro carruagens, passe a ter oito, duplicando assim a capacidade de cada composição. Cristina Dourado disse ainda que não existe uma data definida para a entrada em vigor dos novos horários, mas que em outubro já deverão estar em vigor.

PART foi “mau negócio”
O reforço da oferta visa dar resposta a um aumento da procura derivado do Programa de Apoio à redução Tarifária (PART). Um programa que a administradora-delegada da Fertagus descreve como “um mau negócio”. Cristina Dourado explica que “em março, estávamos a crescer 9% na procura e 9% nos proveitos e agora estamos com os proveitos de 2018 (que eram inferiores) e a ter de responder a um aumento da procura”.

O comboio da Ponte 25 de Abril passou então a transportar mais pessoas, mas a ter menos receita. Cristina Dourado considera que “assim será no futuro, exceto se os operadores fizerem um bom trabalho e houver um acréscimo de receita no sistema. Esse acréscimo será repartido em 35% pela Área Metropolitana de Lisboa (AML) e 65% pelos operadores todos, em função do acréscimo de validações que tiveram. Por isso é que as validações agora são tão importantes, porque é através delas que serão repartidas as receitas”.

A empresa aguardava um aumento da procura com o PART, mas esta foi acima do expectável. Em maio, o aumento global de procura terá sido de 19,2%.

Em 20 anos de operação, a Fertagus teve prejuízo em 2012 e 2017, nos outros anos, tal como estava previsto no contrato de concessão, entregou dinheiro ao Estado.

3.ª travessia do Tejo
Na possibilidade de existir uma terceira travessia do Tejo, Cristina Dourado defende que a mesma “teria que ser olhada à luz do PART e do aeroporto no Montijo. Sempre defendemos uma linha circular, nos dois sentidos, através da Ponte 25 de Abril e da terceira travessia do Tejo. Achamos que tinha potencial, não só para a ligação das duas margens, mas também para as deslocações internas na própria margem Sul”.

Cristina Dourado confessa ainda que ir até à Gare do Oriente, em Lisboa, seria “muito importante” e que o fundamental para o desenvolvimento da operação seria “o reforço da capacidade de material circulante”, recordando que a ligação Roma-Arreiro até à Gare do Oriente está prevista no contrato de concessão.

“O urgente mesmo era termos uma quinta carruagem nos nossos comboios para poder reforçar a oferta sem aumentar o número de comboios na Ponte 25 de Abril, porque há restrições em termos de canais-horário. Mas gostaríamos também de ter mais duas unidades para poder fazer todos os comboios em dupla. Contudo, o essencial era que o sistema, no seu todo, respondesse em conjunto porque nunca poderemos assegurar a travessia do Tejo com todas as pessoas que querem vir para a margem norte pela ferrovia. As pessoas têm que se distribuir entre vários modos: os barcos fazem falta, os autocarros fazem falta. O fundamental é um planeamento em que os modos de transporte funcionem de forma articulada”.

por Pedro Costa Pereira
 
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