sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
19-07-2019
Em Portugal
Dourogás e SEAT assinam protocolo de dinamização do GNV
A Dourogás e a SEAT Portugal assinaram recentemente um protocolo com vista à dinamização do Gás Natural Veicular (GNV) em Portugal. Com esta parceria, ambas as entidades comprometem-se a acompanhar o desenvolvimento da mobilidade a gás natural na Europa e no mundo, focando-se nas estratégias de energia para 2020 e 2030 em veículos limpos e energeticamente eficientes, no sentido da criação de emprego e de competitividade na indústria automóvel.

Rodolfo Florit, diretor-geral da SEAT Portugal, afiança que “a SEAT está determinada a acelerar o GNC como alternativa aos combustíveis fósseis tradicionais”. Além disso, acredita que o gás natural é “uma solução que poderá ser mais vantajosa para quem tem um estilo de vida mais urbano. O impulso dado pelas recomendações e normativas europeias ao nível da expansão da rede de abastecimento está a criar as condições para a aposta na comercialização destes veículos híbridos”.

A gama da SEAT inclui modelos como o Ibiza TGI, Arona TGI e Leon TGI (cinco portas e ST), o que significa que “há um modelo com propulsão GNC à medida de cada gosto e de cada estilo de vida, retirando vantagem do rápido crescimento da rede de abastecimento de GNC na Europa, juntamente com as mais relevantes vantagens da mobilidade a gás natural, que são a sustentabilidade e o baixo custo por quilómetro”.



A Gasnam, associação ibérica para a promoção do gás natural na mobilidade, indica que “em termos de vantagens para os utilizadores, deve ser também considerado que, em Portugal, são atribuídos diversos benefícios fiscais tanto para particulares como para empresas”. Segundo esta entidade, “existe uma redução na Tributação Autónoma para 7,5%, 15% e 27,5% em cada um dos três escalões, em vez de 10%, 27,5% e 35% nos modelos a gasóleo. Também o Imposto Sobre Veículos (ISV) é reduzido para 40%, e às empresas é ainda permitida a dedução de 50% do IVA pago na aquisição destas viaturas até 37.500 euros. Além disso, existe ainda uma dedução de 50% do IVA destes combustíveis”.

Em termos ambientais, os veículos movidos GNC apresentam menos 25% de emissões de CO2 face a um automóvel a gasolina equivalente. Quanto aos benefícios ecológicos e fiscais, a tecnologia permite custos excecionais por quilómetro, até 50% mais baratos do que o equivalente num modelo a gasolina e 30% menos do que num diesel.

A energia gerada por um quilograma de GNC equivale a dois litros de LPG, 1.3 litros de diesel e 1.5 litros de gasolina. Consequentemente, como o GNC é mais barato do que a gasolina ou o diesel, os clientes usufruem de maiores distâncias de viagem com um custo reduzido por quilómetro. Acrescente-se a isto a capacidade de reabastecer num espaço de tempo semelhante ao da gasolina ou diesel, sem os custos iniciais, e o GNV posiciona-se, para integrar num futuro próximo, o mix de combustíveis.

A rede de GNV continua a crescer exponencialmente na Europa. Em Portugal, nas grandes cidades, é cada vez mais usual a utilização do gás natural no abastecimento de autocarros, camiões de recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU’s) e na pequena e média distribuição. Recorde-se que território nacional já existem nove postos de abastecimento de GNV, prevendo-se a sua duplicação no próximo ano.
por: Pedro Venâncio
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