terça-feira, 19 de Junho de 2018

 
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02-05-2018
Luís Baptista - Presidente da ENIDH
"Há que dar maior atenção e apoio à Escola Náutica Infante D. Henrique"
A Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH) tem-se debatido ao longo dos últimos anos com vários problemas financeiros que têm dificultado a sua atividade e a formação dos quadros marítimos. Em entrevista à Transportes em Revista, o presidente da ENIDH, Luís Baptista, revelou que «os recursos financeiros são escassos» adiantando que única forma que a escola tem encontrado para resolver o problema é através de candidaturas a projetos como o Fundo Azul, o MAR2020 e o EEA Grants. De acordo com o responsável, «a nível do financiamento do Estado, é muito difícil. Temos algumas dificuldades financeiras porque nos últimos anos houve uma série de alterações legislativas relacionadas com a reposição de rendimentos, a eliminação de cortes que tinham sido impostos nos anos da TROIKA, a revalorização das carreiras, alterações ao nível do subsídio de alimentação, ...medidas que tiveram impactos financeiros e que não foram devidamente compensados pelo Estado».
Luís Baptista adianta que «estamos a ter cada vez mais encargos e não temos a devida compensação por parte do Estado. Essa situação está a criar uma grande pressão. Temos feito passar essa mensagem junto do Ministério da Ciência mas até agora não tem havido grandes desenvolvimentos. Isso cria uma exigência acrescida para a gestão e cria-nos dificuldades acrescidas».
O diretor da ENIDH acrescenta que as dificuldades financeiras são agravadas pelo facto de as atuais instalações da escola, localizada em Paço D´Arcos, estarem degradadas e necessitarem de manutenção: «Praticamente todos os edifícios necessitam de ser requalificados. Dificilmente iremos conseguir fazer muita coisa com o orçamento que temos. Gostaríamos de ter mais apoio nessa matéria para podermos requalificar o campus escolar e oferecer melhores condições aos nossos alunos. Há que dar maior atenção e mais apoio à Escola Náutica».

Novos simuladores adquiridos com financiamento internacional


A ENIDH prepara-se para adquirir novos simuladores de navegação e de máquinas marítimas. Luís Baptista revela que «a aquisição está prevista para os próximos três anos, entre 2018 e 2020. A comparticipação será feita, na totalidade, pelo EEA Grants». Este mecanismo financeiro, que tem como países "doadores" a Noruega, Islândia e Liechtenstein, envolve mais de 38 milhões de euros para Portugal, na área do mar.
«Segundo as indicações que recebemos da DGPM, o projeto entrará em execução no segundo semestre de 2018 e estender-se-á até 2021. Em suma, temos uma grande oportunidade de reequipar a escola, de uma forma muito significativa, com simuladores modernos e de última geração», acrescenta Luís Baptista.


Não perca na edição 181 da Transportes em Revista, a entrevista, na íntegra de Luís Baptista.
por: Pedro Pereira
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