domingo, 19 de Novembro de 2017

 
CP_2017
Carga & Mercadorias
22-06-2017
Transporte ferroviário
IP procura parceiros para gerir terminais ferroviários
Durante o segundo semestre do ano, a IP – Infraestruturas de Portugal, irá lançar processos concorrenciais para encontrar parceiros dispostos a gerir os terminais rodoferroviários que estão atualmente sob tutela daquela entidade pública. Segundo o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, que falava durante o evento “Nó Ferroviário da Guarda – Distribuição e Logística”, organizado pela Transportes em Revista e pela Câmara Municipal da Guarda, «temos estado a analisar qual a melhor estratégia para a gestão destes terminais. Podemos não ter as melhores condições para fazer essa gestão e queremos encontrar parceiros de modo a podermos otimizar estas infraestruturas». O responsável acrescentou que «têm existido diversas manifestações de interesse em relação à exploração de vários terminais de mercadorias. O terminal da Guarda, que está parado, é um desses casos». No entanto, o vice-presidente da IP salientou que ainda não existe um modelo de negócio definido e que a IP não irá gastar recursos na melhoria dos acessos e das condições dos terminais sem antes “ouvir” o mercado: «Não temos investimentos projetados nesses terminais. Os nossos recursos são escassos e primeiro temos de saber o que é que o mercado procura para depois decidirmos o que poderemos fazer. Poderão ser os parceiros a fazer a requalificação do espaço e realizarem os investimentos consoante as suas necessidades de negócio. Em relação ao modelo de negócio ainda não está nada decidido. Poderá ser ou não concessão. Vamos, isso sim, procurar parceiros, sejam públicos ou privados, que nos tragam mais-valias. Também sabemos que se exigirmos demais matamos o negócio. Não vivemos de rendas mas sim de parcerias e por isso queremos encontrar o balanço justo».
O terminal da Guarda poderá ser um dos primeiros a operar neste novo modelo de negócio, conforme revelou em exclusivo à Transportes em Revista, Carlos Fernandes. «O Terminal da Guarda é um dos terminais que poderá avançar mais rapidamente mas não sei se será o primeiro. É algo que será conhecido brevemente e que será anunciado pelo presidente da IP ou pelo vice-presidente da responsável por esse pelouro. Posso apenas confirmar que houve manifestações de interesse de operadores nacionais e europeus».

Operadores ferroviários com visões distintas. Transportadora “Olano” está interessada na Guarda.

Em declarações à Transportes em Revista, Carlos Vasconcelos, presidente da Medway, não confirmou o interesse da empresa na gestão do terminal ferroviário da Guarda ou em outros terminais, mas salientou que tudo depende das oportunidades de mercado e do modelo de negócio que a IP venha a adotar. Segundo o responsável, «os comboios não funcionam sem terminais, porque precisam de um ponto onde carregam e descarregam. Nós funcionamos como um operador logístico e os terminais são fundamentais para essa operação. Se o mercado já tiver terminais que funcionam eficientemente não há razão para nos envolvermos. Mas se não houver terminais eficazes ou não houver terminais em zonas que façam sentido, nesse caso, estamos abertos a investir ou participar em projetos que sejam viáveis». Para Carlos Vasconcelos, «o modelo de parceria também poderá influenciar a decisão. Neste momento não temos nada decidido. Mas saúdo esta decisão da IP, que vejo como muito positiva, principalmente porque foi afirmado de uma forma categórica e frontal que a IP não vive com rendas mas com parcerias. Acho que é um modelo que o país precisa».
Por seu turno, Álvaro Fonseca, diretor geral da Takargo, assumiu que o operador ferroviário «não pretende avançar para a operação de terminais e este não é no imediato o nosso foco. Aliás, não vemos nisso, neste momento, uma mais-valia para a nossa operação. Mas esta é uma questão nova. O que posso dizer é que temos interesse em desenvolver parcerias e integrar os nossos sistemas e processos de trabalho com todos os operadores que venham a gerir os terminais ferroviários do país».
Ao que a Transportes em Revista apurou já existe uma entidade privada bastante interessada na gestão do Terminal Rodoferroviário da Guarda. A empresa em questão é o grupo francês “Olano”, transportadora que está presente em Portugal (na Guarda), Espanha, Itália, França e Bélgica, mas que opera em toda a Europa.

 
por: Pedro Pereira
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