domingo, 30 de Abril de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
19-04-2017
Angola
Luanda vai receber 240 novos autocarros
Dos 900 autocarros encomendados pelo Governo de Angola, 240 serão destinados à província de Luanda. De acordo com o site A Bola África, esta encomenda, que surgiu ao abrigo de uma linha de crédito concedida pela China, é parte integrante de um projeto de mais de 200 milhões de euros para a construção de uma rodovia para transportes públicos entre a periferia e o centro de Luanda.

A província de Luanda, que conta quase sete milhões de habitantes, terá agora à sua disposição os 240 autocarros que serão entregues, ainda no primeiro semestre deste ano, à empresa pública Transporte Coletivo Urbano de Luanda (TCUL), para reforço do sistema de transportes da capital, e os restantes distribuídos pelas províncias, explica a mesma fonte.

Já em 2015 tinha sido anunciado que a cidade de Luanda irá ter um sistema de BRT (Bus Rapid Transit) com 240 autocarros. À época, o ministro dos Transportes de Angola, Augusto da SilvaTomás adiantou que o sistema será constituído por uma via exclusiva, dividida em dois corredores, com uma extensão total de 53 quilómetros. A frota será constituída por 240 autocarros, incluindo 90 articulados, 50 biarticulados e cem ‘standard’, que terão uma capacidade para transportar cinco mil passageiros por dia. O acesso ao sistema será efetuado através de estações que permitirão o embarque e desembarque dos passageiros.
“Estas estações, nas paragens comuns e de integração, serão dotadas de sistemas de comunicação e informação visual e sonora com os utentes, e, juntamente com as vias e os veículos, estarão monitorizadas por uma central de controlo operacional, capaz de intervir na operação em tempo real e assegurar, desta forma, a qualidade dos serviços oferecidos pelo sistema", afirmou Augusto da Silva Tomás. O ministro adiantou que os autocarros deverão começar a operar em ‘breve’ e o sistema será responsável pela criação, numa primeira fase, de quatro mil empregos diretos e indiretos, e na fase de operação cerca de 1.500 empregos permanentes.

À empresa brasileira Odebrecht caberá a construção desta empreitada, por 202,6 milhões de dólares (190 milhões de euros).
por: Miguel Pedras
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