quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
13-10-2016
Mobilidade urbana
Câmara de Lisboa vai criar fundo de 15M€ para gerir a Carris
A Câmara Municipal de Lisboa vai criar um fundo de mobilidade urbana, de 15 milhões de euros, para financiar a gestão da rodoviária Carris em 2017, suportado por receitas do estacionamento, multas e do Imposto Único de Circulação, avança a Lusa. João Paulo Saraiva, vereador das Finanças, ao apresentar o orçamento do município para 2017 referiu que este fundo pretende "permitir que o município assuma com a tranquilidade necessária esse momento histórico" que é a passagem do Estado para a Câmara da gestão da Carris.

O fundo de mobilidade urbana será suportado pela "receita gerada pelo estacionamento público [gerido pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa - EMEL], pelo Imposto Único de Circulação e pelas multas de trânsito", afirmou o vereador, explicando que as multas de trânsito são relativas a infracções relacionadas com o estacionamento e com a velocidade em zonas com radares. João Paulo Saraiva recordou ainda que "o município vai assumir toda a gestão do trânsito", referindo-se à passagem para a autarquia da gestão do trânsito, que ainda se encontra na alçada da Polícia de Segurança Pública (PSP), acrescentando que "a PSP vai intervir apenas em caso de acidente". Já no que toca aos ganhos em estacionamento, referia o responsável pelas finanças da capital que dos 15 milhões, oito milhões sejam suportados por esta receita, que é liquidada pela EMEL e entregue à Câmara. De qualquer forma, "não há necessidade de mexer nas tarifas" e "todo o tarifário se vai manter", garantiu.

Para João Paulo Saraiva , citado pela Lusa, este "é um sinal claro de que o município está empenhado em assumir esta responsabilidade e tem condições para o fazer", e que esta medida vai "transformar, de uma vez por todas, a cidade de Lisboa numa cidade da Europa". Até porque, "contam-se pelos dedos da mão as capitais europeias onde as autarquias não têm uma forte componente nos transportes públicos", sendo o objetivo do município "aumentar a eficiência e a qualidade".

Relativamente à passagem do Metropolitano de Lisboa para a Câmara Municipal, o vereador das finanças explicou que a autarquia está "em negociações com o Governo", mas "seja qual for o resultado final das negociações o município está a preparar-se".
por: Miguel Pedras
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