segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

 
Carga & Mercadorias
07-10-2016

Projeto-piloto no Ártico:
Finlândia estuda impacto das emissões de carbono negro
Várias instituições finlandesas estão a realizar um estudo para aperfeiçoar as técnicas de medição de carbono negro emitidas pelos motores a diesel dos navios de transporte de mercadorias. O projeto-piloto está a ser realizado no Ártico e os primeiros resultados revelam que o peso dos motores e a tipologia de combustível têm um grande impacto sobre as emissões de carbono negro por navio.




O transporte marítimo é atualmente responsável por mais de três por cento das emissões globais de CO2, e as emissões totais deste setor continuam a aumentar devendo chegar a cinco por cento até 2050. Na Europa, o “shipping” é responsável pela emissão de quatro por cento dos gases de efeito de estufa, revelam os últimos dados da Comissão Europeia. Os dados revelados pela OMS – Organização Mundial de Saúde, revelam mesmo que as emissões provocadas pelo transporte marítimo representa cerca de 50 mil mortes prematuras por ano na Europa e têm um custo para a sociedade de mais de 50 mil milhões de euros.

Neste sentido, a VTT Technical Research Centre da Finlândia, o Instituto Meteorológico finlandês e as Universidades de Tampere e Turku uniram esforços para encontrar novas tecnologias que permitam uma melhor medição das emissões do chamado carbono negro. Este é um dos principais constituintes das partículas emitidas pela combustão incompleta de combustíveis fósseis, biomassa e biocombustíveis e as suas partículas mais finas, quando penetram no sistema respiratório, podem causar graves problemas cardiorrespiratórios. Por outro lado, caso seja absorvido diretamente pela corrente sanguínea, o carbono negro pode afetar outros órgãos e causar cancro. No entanto, a concentração de carbono negro na atmosfera é igualmente um dos principais causadores do aquecimento climático depois das emissões de dióxido de carbono. Segundo a Quercus, “o carbono negro absorve a radiação solar e não permite que a radiação refletida pela superfície terrestre saia da atmosfera, por isso contribui para o aquecimento global, e em última instância, para as alterações climáticas”.

De acordo com Jukka Lehtomaki, da VTT, “é essencial encontrar um método para medir as emissões de carbono negro, principalmente agora, que a IMO – Organização Marítima Internacional, está a avaliar a necessidade de controlar essas emissões. No entanto, ainda não foi identificado nenhum instrumento de medição que seja confiável”. Em outubro, a VTT deu início aos testes em laboratório, analisando diferentes combustíveis marítimos, cada um com quantidades variáveis de enxofre, e diferentes motores diesel. O próximo passo da experiência passará por validar os resultados alcançados em ambiente real, num navio equipado com um sistema que permite a dessulfuração de gases de combustão. Os resultados iniciais, permitem concluir que o peso dos motores e os diferentes tipos de combustíveis marítimos têm um grande impacto sobre as emissões de carbono negro. No entanto, só no início do próximo ano é que os resultados finais desta experiência irão ser conhecidos, prevendo-se que estes possam contribuir significativamente para encontrar um sistema de medição de carbono negro que possa ser aplicado no setor e que permita limitar o nível de emissões por navio.

Lançado em janeiro de 2015, este projeto, que faz parte do programa “Teke´s Seas Arctic”, possui um orçamento de cerca de 700 mil euros e irá terminar em dezembro do corrente ano.
1154 pessoas leram este artigo
150 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  



Spinerg


  




Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Canal Transportes Online

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA