quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

 
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Passageiros & Mobilidade
20-07-2016
Mobilidade Urbana de Viseu
MUV suscita interesse dos principais operadores nacionais
O caderno de encargos para o concurso internacional da Mobilidade Urbana de Viseu já foi levantado por cerca de 20 entidades nacionais e internacionais. Ao que a Transportes em Revista conseguiu apurar, o Grupo Barraqueiro, Transdev, Avanza, Rodonorte, Berrelhas (empresa que ainda detém a concessão dos transportes urbanos de Viseu) e UTC – Empresa de Transportes dos Carvalhos, são algumas das empresas interessadas naquele que é o primeiro concurso multimodal a ser lançado a nível nacional, ao abrigo do novo Regime Jurídico do Serviço Público de Transportes de Passageiros. Recentemente, o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, disse que “temos estado a responder a centenas de esclarecimentos que quase todos os dias nos são pedidos” e que o número de interessados no concurso é “bastante significativo” da atratividade que o projeto implica na cidade de Viseu.
O MUV - Plano de Mobilidade Urbana de Viseu deverá entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2017 e representa um investimento de oito milhões de euros, durante um período de dez anos. Para Almeida Henriques, “este concurso público internacional tem como objetivos “pôr todos os cidadãos do concelho com mobilidade à porta e acabar com discriminações de alguns territórios”.
O plano prevê a criação de um sistema de transporte a pedido para as seis freguesias de baixa densidade do concelho – Calde, Cavernães Cóta, Ribafeita, S. Pedro de France e União de Freguesias de Barreiro e Cepões – que custará cerca de cem mil euros por ano. Os habitantes daquelas freguesias poderão solicitar um transporte para a hora que pretenderem, desde que se juntem quatro pessoas, e terá um preço de um bilhete de autocarro, acrescido de 50 por cento, isto é, menos de dois euros. O MUV prevê ainda a introdução de dois novos circuitos urbanos, servidos por seis miniautocarros, com frequência de 20 minutos para assegurarem a ligação a parques de estacionamento, centros comerciais e estabelecimentos de ensino superior. Este serviço será subsidiado, numa primeira fase, pela autarquia. O plano contempla igualmente um outro circuito para o centro histórico, cuja operação será assegurada por autocarros elétricos, em funcionará em regime de linha azul, isto é, basta o utente estender a mão para o veículo parar. A tecnologia fará parte integrante do MUV, uma vez que será criada uma plataforma que possibilitará a aquisição online dos títulos de transporte e será também responsável pela informação constante nos painéis eletrónicos nas paragens dos autocarros. O MUV também contempla a reabilitação da central de camionagem de Viseu para passar a oferecer melhores condições aos operadores e a criação de estacionamentos. O projeto engloba ainda uma rede urbana de ciclovias (mobilidade suave) e outra de parques de estacionamento.
 
por: Pedro Pereira
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