7/11/2018


E abre novas instalações na Maia
Jungheinrich comemora 20.º aniversário em Portugal

A Jungheinrich celebrou duas décadas de atividade no mercado nacional. O incremento de operações “obrigou” a empresa a crescer em espaço, recursos humanos e inovação. A Transportes em Revista falou com Mark Wender, diretor-geral da Jungheinrich Portugal que deu a conhecer a cultura e as novidades para o futuro que, segundo a empresa, “já chegou”.

A Jungheinrich, empresa de equipamentos de movimentação de carga e soluções de intralogística, comemora este ano o 20.º aniversário no mercado português. Sob o lema “O Futuro já chegou”, a empresa mantem “a aposta constante na inovação e no desenvolvimento de tecnologia e conceitos de equipamentos” que permitam “dar resposta aos desafios da intralogística 4.0”, designadamente nas áreas da “automatização, digitalização, conectividade e eletrificação”.

Face ao crescimento e ao aumento do volume de negócios a dois dígitos, a Jungheinrich Portugal viu a necessidade de reforçar a sua presença no mercado nacional, nomeadamente a norte, com a mudança das instalações no Mindelo para a zona industrial da Maia. Segundo revelou Mark Wender, diretor-geral da Jungheinrich Portugal, à Transportes em Revista, as novas instalações representaram um «investimento de aproximadamente 150 mil euros». As novas instalações têm 650 m2 e vão permitir à Jungheinrich “ter espaço extra para stock e apostar na formação de condutores de empilhadores”, à semelhança do que acontece nas instalações a sul, em Mem Martins. Mark Wender explica que as instalações a norte são «importantes, por um lado para crescer em espaço, e por outro ter mais stock disponível e fazer entregas mais rápidas». Segundo disse o responsável, «temos nestas instalações todas as condições para preparar as máquinas e assim diminuir a dependência com a sede em Mem Martins». Além disso, o posicionamento da empresa no norte do país vem no sentido de “beneficiar ainda de uma localização estratégica pela proximidade do Aeroporto Internacional do Porto e do Porto de Leixões”.



Melhor ano de sempre
O ano transato foi, segundo Mark Wender, «o melhor ano de sempre da empresa», com um aumento de 16% a nível da faturação. «Estamos orgulhosos do crescimento alcançado», realçou. Para 2018, as estimativas mantêm-se “positivas”, em concordância com o balanço positivo dos 20 anos de atividade em Portugal, revela a Jungheinrich Portugal. «Temos de começar a preparar o futuro, ser uma empresa sólida e devolver a confiança que os clientes depositam em nós», reiterou o responsável.

Durante a apresentação dos resultados e do balanço global da atividade da empresa no mercado nacional, Mark Wender aproveitou para «agradecer a todos os clientes pela confiança depositada», ao mesmo tempo que reforçou a ideia de continuidade de investimento «em várias áreas de negócio e serviços». Na sua opinião, «Portugal continuará a ser estratégico, pelos fortes valores, serviços e investimentos realizados».

Questionado sobre os desafios à operação do mercado português, Mark Wender afirmou que um dos maiores «foi passar pela crise de 2009. Além disso, a abertura de qualquer filial acarreta os seus próprios desafios, desde logo entender a mentalidade e as necessidades locais. A Jungheinrich tem uma estratégia de venda direta e queremos ser uma empresa que oferece serviços homogéneos aos seus clientes. Não podemos copiar soluções de um mercado para o outro».

Apesar da reputação alcançada a nível internacional, a Jungheinrich caracteriza-se por ser uma empresa com raízes familiares. «Os valores que temos como empresa são seguidos em Portugal». Na opinião de Mark Wender, «a empresa cresceu muito, dada a relação próxima que temos entre todos». Para si, «o que distingue a Jungheinrich da concorrência é a maturidade no mercado e a organização através de venda direta, assim, conseguimos utilizar este conhecimento entre o cliente e o seio da empresa. Além disso, o facto de fornecermos um serviço integrado, desde produtos de uso manual a soluções 100% automatizadas, diferencia-nos dos demais».

Revolução passa pelos iões de lítio
A diferença passa igualmente pela inovação, onde a Jungheinrich quer liderar na tecnologia de baterias de iões de lítio. “A potência de iões de lítio integrada garante o desempenho superior em armazém, além de um design de equipamento revolucionário: melhor ergonomia, facilidade de manobra, maior eficiência e maior visibilidade e segurança”, garante a empresa.

O palco das comemorações do 20.º aniversário foi o mesmo para a apresentação do mais recente modelo ETV 216i, “o primeiro empilhador retrátil movido a bateria de iões de lítio. Com formato reduzido e uma velocidade de elevação de 23% superior, o ETV 216i é mais ágil em corredores estreitos e permite movimentar mais 5% de paletes por hora”. Segundo a Jungheinrich, trata-se do empilhador “mais compacto e com melhor desempenho da sua classe”. A par do modelo ETV 216i, a Jungheinrich expôs também o porta-paletes elétrico EJE 114i com bateria de iões de lítio. Segundo a empresa, também este é “o modelo mais compacto, [do segmento] simplificando a sua utilização nos espaços mais estreitos e em áreas sensíveis ao peso”.

O e-commerce é outra das aposta da Jungheinrich. Sobre esta área de negócio, Mark Wender disse estar «muito satisfeito. Ainda não passou um ano e já estamos a aumentar a variedade de artigos – temos neste momento sete mil referência». Segundo confessou o responsável, «a maior procura no e-commerce recai pelos porta-paletes manuais, sistemas de proteção de limites de espaço de armazém, mobiliário de arrumação e plataformas elevatórias. A ideia da loja online é chegar a clientes de pequena dimensão, mais distantes, com produtos suplementares».

Na cerimónia do 20.º aniversário da empresa alemã em Portugal esteve também Lars Brzoska, membro do Conselho de Administração da Jungheinrich AG e responsável pelo Marketing e Vendas, que salientou o posicionamento da Jungheinrich no «Top 3 global ao nível da inovação de soluções logísticas». Para o responsável, a Jungheinrich «é um negócio familiar, onde se mantêm valores como a sustentabilidade e a credibilidade», independentemente do mercado onde atua.

Lars Brzoska destacou igualmente a necessidade pela procura de soluções que continuem a direcionar a Jungheinrich no caminho da flexibilidade, da segurança, da ergonomia e da operabilidade. «Queremos que confiem em nós e que acreditem que temos as melhores soluções para os clientes», rematou.

por Pedro Venâncio

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