11/9/2017


Tendências que vêm para ficar

Falar do futuro é sempre apetecível, pois liberta-nos de alguns pressupostos que a atualidade nos amarra e possibilita teorizarmos sobre o que pensamos poder vir a ser a realidade que um dia chegará aos nossos dias.

Se neste exercício há quem tente conceptualizar, baseado nas tendências existentes - seja nos movimentos do mercado, da Economia ou na evolução de modelos, processos, métodos ou mesmo da tecnologia - outros há, que pelo seu ceticismo, de tudo descreem e de tudo desconfiam.

É para estes que dirijo estas palavras, com o intuito e esperança de os alertar que é prudente estarmos atentos às tendências e em particular da área profissional onde cada um exerce a sua atividade, isto partindo do pressuposto que se quer crescer nos conhecimentos e na ambição.

O advento tecnológico tem vindo a proporcionar, através de novas ferramentas, instrumentos e mecanismos, alterações substanciais nos modelos de negócio, nas cadeias de decisão, nos processos de trabalho e na otimização de capacidades e recursos. A chamada digitalização da Economia tudo tem transformado e os seus impactos são transversais e multidimensionais.

Muitas atividades incorporaram já os impactos criados pela digitalização, ganhando todos eles mais eficiência e mais eficácia, reduzindo custos e aumentando capacidades, atingindo níveis de sustentabilidade que os anteriores métodos e processos dificilmente alcançariam. Seja em mercados B2C ou B2B, não há atividade que escape a esta onda, onde os algoritmos impõem as decisões sempre mais racionais e otimizadas.

O transporte de mercadorias não foge a este “tsunami” progressivo e muitas já são as áreas onde os efeitos se fazem sentir. Basta olhar à nossa volta e deparamo-nos, por exemplo, com a automação ou a robotização que tendem a substituir a presença humana.

É caso para espanto ou dúvida? Penso que não, basta olharmos para o setor da construção automóvel, para a industria farmacêutica e para tantas outras atividades...

Nos transportes, há muito que as tecnologias de informação e comunicação, estão presentes nas áreas da gestão, planeamento, produção, controle, etc. O que amanhã teremos nas nossas organizações e em boa parte das atividades económicas é a inteligência artificial a tomar decisões que anteriormente eram da competência de um departamento ou área da empresa.

É o mundo a correr e com ele correm dados e informações, de tudo e de todos.

Apontado como o grande negócio do futuro, os dados gerados pela digitalização são um diamante em bruto, que poucos estão habilitados a lapidar. Alguns já sabem tirar partido deles e quase ninguém apresenta mecanismos robustos para a sua segurança e proteção. Com ou sem automação e robotização, com ou sem inteligência artificial, os dados já existem e sabendo do seu valor e importância, a sua proteção é hoje uma obrigatoriedade para todas as empresas, à luz do regulamento geral de proteção de dados.

Crentes ou descrentes, as novas tendências vieram para ficar.

por José Monteiro Limão
 

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