5/26/2017


Intermodal / APLOP

Realizou-se de 4 a 6 de abril mais uma Feira Intermodal em São Paulo no Brasil. Nesta 23ª edição, segundo informações dos organizadores, visitaram o evento e estiveram presentes cerca de 33 mil profissionais, oriundos de 26 Países, que tiveram a oportunidade de contactar os representantes das cerca de 400 marcas expositoras.

Portugal, uma vez mais, apostou forte nesta Feira, não só com a consistência em número de stands das outras edições, Leixões, Lisboa e TAP, mas também com a novidade de um peso institucional que procurou não só marcar a diferença, como também sinalizar a prioridade que o Governo dá às relações comerciais com esse grande País irmão que é o Brasil. Este facto foi devidamente realçado e bem valorizado pela Sr.ª Ministra do Mar, no discurso que proferiu na cerimónia de abertura da Feira, que encontrou eco nas palavras de resposta do Ministro dos Transportes do Brasil, anfitrião do evento.

À cerimónia solene de abertura seguiu-se a visita oficial à Feira, sendo de destacar que praticamente a única e mais demorada paragem da comitiva se deu no stand do porto de Lisboa, onde a sua Presidente recebeu a comitiva oficial debaixo dos flashes da imprensa, que mais tarde projetou as imagens nos diversos órgãos de comunicação presente. Em linguagem futebolística foi um verdadeiro golo do porto de Lisboa resultante de uma “jogada” conduzida com sagacidade pela Sr.ª Ministra do Mar.

Paralelamente à Feira, e numa casualidade que, a meu ver, pode resultar, pela sua oportunidade geográfica num futuro modelo continuado, coerente e estratégico com grande potencial de eficácia, realizou-se mais uma Conferência da APLOP na sala principal do recinto.

Todos os estudos demonstram consistentemente e realçam que no futuro próximo o desenvolvimento e o crescimento mundial conhecerão um grande incremento no Atlântico Sul. Nesse espaço, a nossa língua, a nossa cultura, os nossos hábitos e até História, são seguramente valores que todos gostamos de compartilhar. Acredito que o aprofundar das relações e da interconetividade cultural e económica, facilitadas por uma língua comum, beneficiará a todos, criando uma riqueza a médio/longo prazo, em vários domínios fortalecendo e criando vantagens competitivas nesse grande “espaço” comum. É, pois, fundamental que a APLOP faça o seu caminho e que dê certo. Que vá integrando cada vez mais a economia real, a cadeia logística, e que se insira coerentemente, ainda que com alguma independência, no espaço CPLP.

Voltando à Intermodal gostaria de referir que, muito mais que palco de negócios, este evento vale sobretudo pelo networking, pela percepção de oportunidades, pelo incremento de conhecimentos e por novas relações, que mais tarde devidamente trabalhadas darão os seus frutos. Com a APLOP passa-se exatamente o mesmo.

Termino dizendo que, em São Paulo, senti-me parte de uma forte equipa que, de forma coesa concertada e até divertida, trabalhou afincadamente para o futuro de Portugal e da portugalidade. Quando assim é a sensação que fica não pode nunca ser a de dever cumprido, mas sim que se tem uma missão pela frente. Por isso, não há tempo a perder. Mãos à obra.

por António Belmar da Costa

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