O Governo pretende investir cerca de 300 milhões de euros em mais mil quilómetros de ciclovia de norte a sul do país, com o objetivo de melhorar as acessibilidades e a mobilidade nos centros urbanos. No total, está prevista a construção de 960 quilómetros de vias dedicadas a bicicletas, num conjunto de 110 ciclovias. O investimento, superior a 300 milhões de euros, será realizado ao longo dos próximos 12 anos.
O número de vias cicláveis tem vindo a crescer em Portugal nos últimos anos em quase todos os centros urbanos, todavia, a ligação entre municípios não é uma realidade. De forma a conectar um maior número de municípios e aglomerados urbanos, o Executivo vai financiar um programa, através do Fundo Ambiental, para a construção de novas ciclovias em vários distritos.
João Matos Fernandes, ministro do Ambiente, referiu que o objetivo passa por “igualar”, num prazo máximo de 12 anos, a percentagem europeia de utilização da bicicleta (7%) – sendo o valor nacional de apenas 1%. Entre as prioridades do Portugal Ciclável 2030, está o reaproveitamento de antigas linhas férreas e a ligação da infraestrutura à rede de transportes existente. Além disso, explica o Governo, o programa pretende que os municípios apresentem projetos “à porta de geradores de tráfego relevantes”, de forma a conquistar cada vez mais utilizadores nas suas deslocações diárias.
A apresentação do Portugal Ciclável 2030 aconteceu na passada sexta-feira, no concelho da Amadora, onde o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes contou com a presença dos autarcas de Ílhavo e de Vila Nova de Famalicão, dois concelhos onde a conexão de ciclovias entre municípios é uma realidade.
Durante a apresentação, João Matos Fernandes destacou a importância da bicicleta como “um modo de transporte e não um brinquedo”. Além disso, o espaço público e a infraestrutura rodoviária não devem continuar a ser pensados para o automóvel, mas para modos de deslocação amigos do ambiente, públicos e partilhados.
Os municípios interessados nos fundos para a conexão e construção de vias cicláveis devem cumprir alguns critérios estabelecidos pelo Governo: caso as ciclovias façam a ligação entre localidades de referência, serão financiados um máximo de 21 quilómetros, sendo a comparticipação de até 75% ou 4,75 milhões de euros, explica o Público. No caso de ciclovias entre localidades contíguas, a extensão máxima terá de ser de 14 quilómetros, centro a percentagem financiada superior a 70%, em projetos orçados até dois milhões de euros. Já as ciclovias em localidades isoladas não devem passar dos 12,6 quilómetros, sendo o apoio de 65%, num valor máximo de 1,5 milhões de euros.
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