terça-feira, 26 de Setembro de 2017

 
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Carga & Mercadorias
Dezembro de 2011
A responsabilidade de uns e de outros!
O novo Governo aí está! Sem vícios nem hábitos, de perfil técnico e com personalidades desconhecidas, com muita juventude e muita vontade.
Diria que este, parece ser um Governo de gente “fazedora”. E é bom que o seja, pois o espaço de manobra que a “troika” nos concede é mínimo e a contemplação para o erro ou o incumprimento é nulo!

E muito trabalho tem este Governo para fazer. Desde logo na redução da despesa do Estado, mas também na dinamização da Economia e incremento da produção nacional e das exportações. Aqui, e no que ao sector dos transportes diz respeito e em conformidade com o documento produzido pela “troika”, as alterações a realizar são profundas e até estruturais se a ambição de ir mais além do “memorando” se mantiver, tal como o anunciado na campanha eleitoral.

A ser assim o sector dos transportes de carga e mercadorias poderá ser alvo de, agora sim, uma verdadeira revolução que traga mais eficiência na gestão de infraestruturas, na operação e maior valor acrescentado aos serviços!

Desde logo, ao nível da alienação de algumas empresas públicas ou abertura de capitais sociais a privados de muitas entidades que gozam de monopólios até agora sempre protegidos. Mas também a redução do número de administrações portuárias deverá ser colocada em cima da mesa, procurando cortar nos custos de estruturas triplicadas, conferindo maior rentabilização aos recursos e investimentos existentes, proporcionando maior especialização aos portos e acabando com a canibalização mútua da pouca carga existente.

Também a introdução de mecanismos que aprofundem a facilitação no transporte e movimentação das mercadorias, sem processos burocráticos obtusos, que apenas alimentam “os pequenos poderes”, deverá ser alvo de particular atenção procurando maior coordenação e mais competitividade. De facto, o sector contém, no seu interior, feudos e “pequenas coutadas” que em muito têm contribuído para a perca de competitividade da atividade. A falta de acesso livre e universal ao mercado laboral na área da movimentação de carga é bem exemplo.

É certo que o novo Governo tem diante de si a grande responsabilidade de ultrapassar a enorme cordilheira de hábitos e culturas instaladas. Mas não é o único a ter essa responsabilidade. O sector terá de decidir se está disponível para mudar de hábitos e culturas, correndo riscos, ousando, e trabalhando melhor.

O País necessita de criar mais riqueza, o Governo tem de ganhar experiência e o sector tem de ganhar mais reconhecimento.
Mas como diz A. P. Gouthev, “Ter lucro sem risco, ganhar experiência sem correr perigos e obter reconhecimento sem trabalho, são coisas tão impossíveis como viver sem ter nascido!”

José Monteiro Limão
jose.limao@transportesemrevista.com

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