segunda-feira, 1 de Junho de 2020

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
18-12-2008

 

Carro e lazer

Estamos no Verão, não só o do Solestício cósmico, mas sobretudo o Verão de temperaturas altas, convidativas ao ripanço, a idas à praia e a piqueniques no campo.

 

Mas, será que conseguimos realizar a nossa deslocação de uma forma tranquila?

 

Vejamos, ao domingo uma família sai de casa, pega no seu automóvel suficientemente alimentado de combustível, o necessariozinho para a viagem, porque a preocupação ecológica está latente e a carteira não permite esbanjamentos, até porque já está quase vazia com o pagamento da inspecção do carro, do seguro automóvel, da prestação mensal do Crédito Automóvel, conseguido em conjunto com o Crédito Habitação e com o Crédito Pessoal, este contraído para comprar o portátil, o plasma e a viajem a Punta Cana. Enfim, toda uma canseira com o planeamento financeiro!

Ao chegar junto ao carro, que estava a uns bons metros de distância porque não têm garagem no prédio (sempre foi mais baratinha a compra da fracção ‘amputada’), encontra-se um pneu furado. Começa a discussão, culpando primeiro o pobre do pneu, depois o coitado do carro e por fim a ‘sorte’, claro que quando iniciam a troca do pneu as energias já estão ‘meio’ esgotadas. Mas, bem analisado o pneu verifica-se que está nas ‘lonas’, porque o orçamento não tem chegado para a troca e muito menos para a revisão da viatura, que mesmo assim vai andando, portanto … há que atender a outras prioridades.

 

Lá se entra no carro, seguindo em direcção ao local de lazer escolhido, meia-hora de caminho prevista. Uns bons quilómetros antes começa a fila, pára/arranca, e porquê? Porque a estrada que tem dois sentidos, tem uma das vias cheia de carros estacionados, claro que se circula a conta-gotas.

 

Feitas as contas gastaram-se quase duas horas desde casa até ao local, para meia-hora prevista não está mal, não fossem os nervos à flor da pele. Mas, enfim, chegaram! Confraternizaram com os amigos que também não estavam lá muito felizes com os condicionalismos das suas deslocações, ele era o calor, a buzinadela do carro de trás, a dificuldade em estacionar, o preço da gasolina, a compra do ‘selo’ através da Internet, o polícia que chateou por causa do cinto e da criança que não ia atrás, a velocidade reduzida e os radares traiçoeiros, etc., etc.

 

À volta, já noite dentro para fugir das bichas do regresso, a família conclui que, não fosse a descida no ‘estatuto social’ e os comentários azedos da vizinhança, mais valia não ter carro e trespassar esse encargo para os amigos a quem iriam passar a pedir boleia. 

 

Maria Jesus Lopes
In TR Junho de 2008 

Tags: Carro   Lazer   Mobilidade  
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