sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
06-05-2020
Mobilidade em bicicleta
MUBi propõe medidas de ação urgentes aos municípios portugueses
A MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta apresentou aos municípios portugueses um conjunto de medidas de ação urgentes para transformação do espaço público e apoio da mobilidade ativa (caminhar e andar de bicicleta) para proteção da saúde dos cidadãos no pós confinamento da COVID-19.

Em comunicado, a Associação considera “preocupante e surpreendente a inação do Governo português em estabelecer orientações e tomar medidas para proteção da saúde dos cidadãos nas deslocações e uso do espaço público, quando pede aos portugueses que voltem a muitas das suas atividades normais que garantem o funcionamento da sociedade”.

Segundo a MUBi, “governos como os de Espanha, França e Itália iniciaram planos e medidas imediatos para fomentar o uso dos modos ativos de deslocação na saída do confinamento”, com destaque para o Governo francês que “lançou um programa de emergência de 20 milhões de euros para incentivar o recurso à utilização da bicicleta”.

Pelo contrário, “o Governo português assenta a sua proposta de mobilidade do pós-confinamento no automóvel particular como alternativa à oferta limitada da rede de transporte coletivo”, sublinha a MUBi, acrescentando que “tal é não só insuficiente como compromete a necessidade de distanciamento social, a salubridade do ar das cidades, ou a mudança do paradigma de mobilidade, até ao confinamento, preso a um monopólio do uso do automóvel particular”.

Neste sentido, a Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta propõe aos municípios portugueses “um conjunto de medidas prioritárias, rápidas e de baixo custo, para apoiar e fomentar a utilização dos modos ativos de deslocação durante a saída do confinamento”:

• A definição de corredores de saúde (health corridors), realocando espaço anteriormente do automóvel aos modos ativos, através do fecho de ruas ao tráfego motorizado ou da supressão de vias de trânsito ou lugares de estacionamento para o alargamento de passeios e criação de ciclovias, incentiva as deslocações a pé e em bicicleta e assegura o necessário distanciamento físico.

• A redução de velocidades e a fiscalização efetiva de comportamentos de risco na condução de veículos motorizados, como excessos de velocidade, estacionamento em locais de passagem de peões (passeios e passadeiras) e incumprimento das regras de ultrapassagem a ciclistas, reduzem o risco rodoviário para todos e facilitam o recurso aos modos ativos de deslocação.

• Planos de urgência de estímulo à mobilidade em bicicleta, parqueamentos seguros para velocípedes, gratuitidade do uso de sistemas de bikesharing, ou mesmo campanhas de comunicação incentivando ao uso dos modos ativos, promoverão uma alternativa segura e saudável ao automóvel individual ao mesmo tempo que contribuem para o descongestionamento dos transportes coletivos.

A MUBi recomenda ainda aos municípios que tenham procedido à suspensão de tarifação de estacionamento o retorno imediato à tarifação normal, de forma a não incentivar o uso do carro, em especial dentro da cidade.

A Associação frisa, por último, que “é urgente mudar o paradigma da mobilidade local em Portugal. É um imperativo de saúde pública, de sustentabilidade das cidades e de apoio às famílias e cidadãos na mitigação dos custos de mobilidade”, cabendo aos municípios portugueses “desempenhar com coragem exemplar este papel de mudança das suas cidades e territórios”.
por: Pedro Venâncio
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