domingo, 27 de Setembro de 2020

 
Reta
Passageiros & Mobilidade
25-03-2020
Em causa está o pagamento de salários
Transdev apela ao Governo para que pague dívida de 9 M€
A Transdev registou uma quebra de receitas na ordem dos 90% devido às restrições decretadas para combater o surto de COVID-19, e apela ao Governo e às entidades públicas que regularizem o pagamento das dívidas que têm com a empresa. Em comunicado, a companhia refere que “está em causa a sobrevivência da empresa. Sem o pagamento das dívidas por parte das entidades públicas não será possível garantir postos de trabalho e serviços à população”. A Transdev, que opera na zona norte e centro do país, realça a título de exemplo que “a diminuição da atividade nas linhas urbanas e interurbanas chegou aos 80%, enquanto nos serviços expresso a descida é de 85%”, acrescentando que “para reduzir o impacto desta situação nas contas da empresa e assegurar o pagamento de salários aos cerca de 2000 trabalhadores do grupo no próximo trimestre, a Transdev apelou ao Estado para regularizar o pagamento imediato de 9 milhões de euros que tem em dívida para com a empresa”. A empresa pretende que o pagamento seja realizado no prazo de 15 dias, salientando que em tempos normais o período de pagamento é superior a 6 meses. Ao que a Transportes em Revista conseguiu apurar, estas dívidas prendem-se, essencialmente, com o pagamento, por parte das autarquias, da prestação de serviços de transporte e transporte escolar e a compensação por obrigações de serviço público, por parte do Estado.
A Transdev solicitou ainda “a definição de um procedimento único, a adotar por todas as autoridades de transporte, à semelhança do que se verificou na AML – Área Metropolitana de Lisboa e na AMP - Área Metropolitana do Porto, garantindo a todos os operadores, a partir do dia 16 de março, a receita recebida pela prestação de serviços de transporte público, tendo por base os valores do período homologo do ano anterior”.

Empresa quer suspensão dos processos de contratualização

A Transdev apela ainda às autoridades a “suspensão imediata de todos os processos de contratualização que estejam em curso, assim como não lançamento de quaisquer procedimentos tendentes à contratualização das obrigações de serviço público”.
A empresa defende que “nesta altura, as equipas de trabalho estão consideravelmente reduzidas, estando limitada ao máximo a prestação de trabalho presencial”.
por: Pedro Pereira
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