segunda-feira, 13 de Julho de 2020

 
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Carga & Mercadorias
25-03-2020
Janeiro de 2020
Portos do continente com uma quebra de 9,7%
Os portos do continente registaram em 2020, em comparação com o mesmo mês de 2019, uma quebra de 9,7% no total de carga, que se situou assim nos 7,5 milhões de toneladas. A carga contentorizada e o carvão, no porto de Sines, juntamente com os produtos agrícolas, em Lisboa e Aveiro explicam esta quebra, agora divulgada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). Estes produtos, no conjunto, refletem um decréscimo de cerca de 1,23 milhões de toneladas, correspondente a 79,8% do total das quebras observadas nos vários mercados.

O decréscimo de movimentações foi transversal a quase todos o portos. “Independentemente da tipologia de carga movimentada, são de assinalar variações negativas em Setúbal (-18%), Lisboa e Sines (ambos com -17%), com quebras respetivas de -94,8 mt, -164,7 mt e -762,4 mt, a que, com menor expressão, ainda se junta Aveiro”.

Contudo, os portos de Leixões, Figueira da Foz, Faro e Viana do Castelo registam variações positivas. O petróleo bruto e os produtos petrolíferos, em Sines e Leixões, e ainda nos outros granéis sólidos, em Aveiro, foram responsáveis por acréscimos na ordem dos 590,7 mil toneladas no seu conjunto (80,3% do volume total de variações positivas).

De acordo com a AMT, no volume global de carga movimentada, o porto de Sines foi o que se destacou em janeiro de 2020 com uma quota de 50,5%, do total de carga movimentada. Uma percentagem ainda assim inferior à registada em janeiro de 2019, menos 4,3 pontos percentuais. Leixões ocupa a segunda posição (com 24%), seguindo-se Lisboa (10,6%), Aveiro (6,4%), Setúbal (5,9%) e Figueira da Foz (com 2,2%). Assinala-se, porém, que, pela primeira vez, o porto de Aveiro se posiciona no 4.º lugar do volume de movimentação de mercadorias, ultrapassando o porto de Setúbal.

Segmento dos contentores
No segmento dos contentores, constata-se que o sistema portuário do continente iniciou o ano de 2020 com um volume de 219.847 TEU, um recuo de 16,2%, resultante de um comportamento negativo verificado na generalidade dos portos, com exceção de Lisboa, cujo volume aumenta 1,8%. Para esta variação negativa contribuem maioritariamente Sines, que regista uma quebra de 23,2%, e Setúbal, com uma redução de 25,1%, sendo ainda de sublinhar o recuo de 4,3% verificado em Leixões e de 20% na Figueira da Foz. Em termos globais, constata-se que a intensidade do comportamento negativo do sistema portuário do continente no segmento dos contentores é fortemente condicionado pelo transhipment (com Sines a registar uma quebra de 31,9% no volume de TEU), sendo, no entanto, de referir que o tráfego com o hinterland apresenta um recuo global de cerca de 3,8%. Ainda neste segmento, refere-se que o porto de Sines mantém a liderança com uma quota de 56,1%, seguindo-se Leixões, com 24,9%, Lisboa, com 14,1%, Setúbal, com 4,3%, e Figueira da Foz, com 0,6%.

Escalas de navios
Nos portos comerciais registou-se, em janeiro de 2020, um total de 867 escalas de navios de diversas tipologias, um acréscimo de 35 escalas face a janeiro de 2019, a que correspondeu um volume global de arqueação bruta (GT) de 16,1 milhões, que traduz uma redução homóloga de 4%. A generalidade dos portos, à exceção de Sines, assistiu a um aumento do número de escalas, com destaque para Douro e Leixões que observaram um acréscimo homólogo de +30 escalas (15,6%).

Considerando os registos do primeiro mês de 2020, a quota mais elevada é detida pelos portos de Douro e Leixões, com 25,6% do total, seguidos de Lisboa (22,5%), Sines (19,7%), Setúbal (15,1%), Aveiro (10,5%), Figueira da Foz (4,6%), Viana do Castelo (1,7%) e Faro (0,2%).

A variação global negativa do volume de carga movimentada em janeiro de 2020 face ao mesmo mês de 2019, resulta da conjugação de comportamentos negativos registados nas operações de embarque e nas operações de desembarque, incluindo transhipment, que observam quebras respetivas de 3,5% e de 13,5%.
O comportamento do fluxo de embarque, que inclui a carga de exportação, traduz uma quebra global protagonizada, essencialmente, pela carga contentorizada, registando quebras no volume embarcado em todos os portos, distinguindo-se Sines, com 23,8% (menos 263,2 mt). Os produtos petrolíferos, por outro lado, registam acréscimos significativos, sendo de mais 49,9% (mais 223,4 mt) em Sines e de mais 17,2% (mais 29,8 mt) em Leixões. De referir que a carga contentorizada e os produtos petrolíferos representam, em conjunto, 74,9% do volume total de carga embarcada.

No segmento das operações de desembarque, merecem particular referência o petróleo bruto, a carga contentorizada e os produtos petrolíferos, que no conjunto representam 74,7% (com parciais respetivos de 32%, 23,7% e 19%), seguidos pelos produtos agrícolas (7,7%) e outros granéis sólidos (6,9%). O carvão, que normalmente representa uma carga de significativa importância, em janeiro de 2020 não regista qualquer movimento (nem em Sines, nem em Setúbal). Assim, sobre o comportamento da carga desembarcada, há a registar a perda total do carvão e as variações negativas da carga contentorizada em Sines, bem como as quebras dos produtos agrícolas de Lisboa e Aveiro. Com variações positivas, destaca-se o petróleo bruto de Sines e de Leixões, os produtos petrolíferos de Leixões e de Lisboa, e os outros granéis sólidos e a carga fracionada, em Aveiro.
Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 76,4%, 66,4%, 57,6% e 100%, respetivamente.

Acresce, no entanto, sublinhar que, no seu conjunto, estes portos detêm uma quota de carga embarcada que se situa na casa dos 13%, sendo que a Setúbal cabe 8,4% desta quota.
por: Sara Pelicano
Tags: Lisboa   AMT   Aveiro   Leixões   Sines  
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