segunda-feira, 1 de Junho de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
13-03-2020
Devido ao impacto do Corona Virus
Auto Viação Feirense vai entrar em regime de layoff
A empresa de transportes Auto Viação Feirense vai entrar brevemente em regime de layoff devido aos impactos que o Corona Virus está a ter na sua atividade. Em declarações à Transportes em Revista, Gabriel Couto, administrador da Feirense, disse que «estamos praticamente parados. Calculamos que esta situação irá gerar um prejuízo de cerca de 10 milhões de euros na empresa». Os serviços de alugueres nacionais e internacionais e o transporte internacional rodoviário de passageiros são as atividades mais prejudicadas, assim como o transporte de alunos para atividades curriculares, conforme refere Gabriel Couto: «Cerca de 30% da nossa atividade está dependente do turismo internacional. No total, temos 50 autocarros de turismo parados em toda a Europa. Em Barcelona estão 18 autocarros imobilizados. Em Itália, nem sabemos onde estão e nem os podemos ir buscar. Temos uma grande diversidade de atividades e foram todas afetadas, incluindo os alugueres nacionais e o transporte de alunos para atividades curriculares. Foi tudo cancelado, tudo. Agora, com o fecho das escolas, o transporte escolar também será afetado».
Recorde-se que o regime de layoff pressupõe uma redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo devido a: motivos de mercado; motivos estruturais ou tecnológicos; e catástrofes ou outras ocorrências que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa. Esta regime pode ser adotado desde que tais medidas se mostrem indispensáveis para assegurar a viabilidade económica da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.
Segundo Gabriel Couto, a medida de layoff vai afetar «cerca de 160 trabalhadores da Auto Viação Feirense. Honestamente, não sei o que vai acontecer. Até ao momento, já suspendemos o seguro de mais de 100 autocarros e vamos negociar com a banca a suspensão do pagamento do leasing dos autocarros durante esta crise. Estamos a tentar baixar os nossos custos fixos para podermos enfrentar a situação, mas vamos levar anos para recuperar». Sobre as linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo para apoiar as empresas afetadas pelo surto de coronavírus, Gabriel Couto diz que «continua a ser um empréstimo. São “aspirinas” para curar o cancro. Mas também compreendo a posição do Governo porque ninguém estava preparado para isto. Tínhamos investimentos preparados que foram profundamente afetados e agora não sabemos o que fazer».
por: Pedro Pereira
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Comentários
13-03-2020 13:13:29 por Aníbal Nieto
O probolema foi não terem outros mercados, a China quando espirra contamina a Europa,foi um indevida sem contos.
  
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