segunda-feira, 1 de Junho de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
04-03-2020
Transporte rodoviário
Empresas da Transdev manifestam intenção de sair da ANTROP
Várias empresas do Grupo Transdev entregaram junto da ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros, uma carta a manifestar a sua intenção de sair da associação. Em declarações à Transportes em Revista, a administração da Transdev disse que «algumas das empresas pertencentes ao Grupo Empresarial Transdev deixaram de ser associadas da ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros. A decisão fundamenta-se na circunstância de já não nos sentirmos representados naquela associação, numa altura em que o setor atravessa um momento especialmente crítico. No fundo, não vemos que as preocupações do Grupo Transdev sejam alinhadas com as da ANTROP e, de uma maneira geral, e a perceção que este será um sentimento transversal a grande parte dos operadores». No entanto, revela a direção da Transdev, que é liderada por Pierre Jaffard, «o distanciamento da ANTROP não significa que vamos deixar cumprir as normas setoriais. Pelo contrário, vamos continuar a seguir os acordos definidos para o setor. Mas assumimos, a partir de agora, a responsabilidade de defender as nossas ideias e de fazer ouvir a nossa voz, para que as nossas posições também sejam levadas em consideração, engrossando o caudal de defesa da sustentabilidade do setor». Para o grupo francês, o segundo maior operador de transportes em Portugal, onde se encontra há mais de 20 anos, «há vários dossiês sensíveis e o da remuneração dos operadores em 2020 é um dos mais importantes. A posição da Transdev é conhecida: é vital defender com vigor medidas que promovam a sustentabilidade dos operadores de transportes, no sentido de poder oferecer mais qualidade, melhor oferta e melhores salários».
Fonte oficial da ANTROP confirmou à Transportes em Revista que «algumas empresas, não todas, pertencentes à Transdev, enviaram uma carta manifestando o seu desejo de sair», mas que essa decisão ainda não foi formalizada, uma vez que existe um prazo oficial de 90 dias, após entrega da carta, para a efetivação ou não da decisão. Até lá, refere a mesma fonte, essas empresas continuam a fazer parte da ANTROP com as respetivas obrigações e deveres.
Recentemente, outro operador de transporte de passageiros, a Arriva Portugal, manifestou publicamente junto da AML - Área Metropolitana de Lisboa, que não reconhecia na ANTROP competências para discutir o modelo de compensação relativo à prestação do serviço público em 2020, e solicitou negociar diretamente este tema com aquela autoridade de transportes. Contactado pela Transportes em Revista, José Pires da Fonseca, CEO da Arriva Portugal, disse que «no caso da AML solicitamos reunião direta porque entendemos que a ANTROP não estava a resolver devidamente o problema dos operadores». No entanto, Pires da Fonseca não aborda a saída da Arriva da associação, apenas refere que «estamos num período de reflexão. Vamos analisar friamente qual o contributo que a ANTROP pode trazer ao setor e depois tomaremos uma decisão sobre a nossa continuidade. No entanto, em breve, a ANTROP terá eleições e vamos estudar quais são os objetivos e as posições da nova direção».
por: Pedro Pereira
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