sexta-feira, 3 de Abril de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
19-02-2020
Propriedade e gestão
Governo admite passagem da Transtejo/Soflusa e Metro para municípios da AML
O ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, admitiu que o Governo está disponível para entregar à Área Metropolitana de Lisboa (AML), a gestão e propriedade das empresas Transtejo/Soflusa e Metropolitano de Lisboa. Durante a cerimónia que assinalou o lançamento do concurso para os transportes rodoviários da AML, Matos Fernandes afirmou que «têm de ser as autoridades territoriais a assumir a responsabilidade de também serem autoridades de transporte».
Minutos antes, o presidente da AML e da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, tinha revelado que uma das grandes prioridades da AML passava pela assumpção «das responsabilidades de todos os meios de transporte» que envolvem a região. «Já somos a autoridade de transportes no âmbito municipal e queremos ser em relação aos restantes meios de transporte; barcos, metropolitano e ferrovia de cariz suburbano. Só com a integração das componentes de gestão, planificação e operação podemos verdadeiramente ter um quadro coerente de oferta aos nossos cidadãos», disse Fernando Medina. Em resposta, Matos Fernandes, reconheceu que «ao longo dos últimos quatro anos houve uma mudança muito relevante na mobilidade, o reconhecimento e institucionalização das CIM e Autoridades de Metropolitanas como autoridade de transporte. Sim, o poder está nas mãos de quem o tem de ter e de quem o sabe usar pela proximidade ao território e capacidade de gerir esse mesmo território».
Neste sentido, o ministro afirmou que «é com expectativa que vemos a opção tomada pela AML de criar uma empresa metropolitana de transportes. Depois temos de criar muito depressa condições para que a Transtejo e a Soflusa sejam geridas por esta empresa ou pelas autarquias que a queiram gerir. Não nos desresponsabilizamos de nada; o concurso foi lançado, os barcos vão ser adquiridos, mas não faz sentido que seja o Estado central a gerir esta empresa».
Em relação ao Metropolitano de Lisboa, Matos Fernandes, revelou ter exatamente a mesma opinião, embora com mais reservas em relação ao tempo que irá demorar a “entregar” o Metro à AML: «O mesmo digo em relação ao ML, embora neste caso reconheça que há um esforço de investimento muito grande que tem de ser feito, mas achamos que se calhar é prematuro imaginar uma situação de transferência a um ou dois anos, mas estamos muito disponíveis para discutir essa opção, embora seria melhor entregar o ML com uma rede muito mais robusta do que aquela que hoje tem».
por: Pedro Pereira
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