segunda-feira, 6 de Julho de 2020

 
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Carga & Mercadorias
22-01-2020
Até novembro de 2019
Portos do Continente movimentam 80 milhões de toneladas
A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) informou que entre janeiro e novembro de 2019, os portos do continente movimentaram um total de 80 milhões de toneladas, volume inferior em cerca de -4,96 milhões de toneladas ao verificado no período homólogo de 2018, a que corresponde uma quebra de -5,8%. O mês de novembro, isoladamente, registou uma subida ligeira de +0,2% face a novembro de 2018, por efeito das variações positivas registadas nos portos de Figueira da Foz, Lisboa e Setúbal, que conseguiram anular as variações negativas dos restantes portos.

Os portos de Viana do Castelo, Leixões e Setúbal tiveram comportamentos positivos com, respetivamente, +16,4%, +2,4% e +1,3%, correspondentes no seu conjunto a um total de +550 mil toneladas, não conseguindo, mesmo assim, anular o desempenho negativo dos restantes portos, que totalizaram uma quebra global superior a -5,5 milhões de toneladas.

A contribuir para esta quebra esteve o porto de Sines, com quebras de -5,25 milhões, em termos globais. Estas quebras assinalam-se, sobretudo, nos mercados da carga contentorizada, carvão e petróleo bruto, totalizando quase -7,2 milhões de toneladas, correspondente a 84,9% do total das quebras observadas nos vários mercados com comportamentos negativos.

Dos restantes portos com comportamentos negativos, salienta-se o porto de Aveiro cujo acumulado no mês anterior traduzia a melhor marca de sempre, e no período de janeiro a novembro de 2019 reflete um recuo de -2,2%, em resultado de uma quebra homóloga de -32% no mês de novembro.

O porto de Sines continua a liderar o volume de carga movimentada, não obstante os recuos verificados nos últimos meses, com uma quota de 48,2% (-3,4 pontos percentuais face ao que detinha no período homólogo de 2018), seguido de Leixões (22,4%), Lisboa (13,1%), Setúbal (7,3%) e Aveiro (6,2%).

Entre janeiro e novembro deste ano, o movimento de contentores registou uma quebra global de -8% no volume de TEU, apresentando um movimento total de 2,53 milhões de TEU. Este desempenho é explicado pelo comportamento negativo de Sines, ao registar -282,7 mil TEU, correspondente a uma redução de -17,6% face a igual período de 2018. Importa recordar o peso que o tráfego de transhipment representa no volume de contentores movimentados em Sines, que, apesar de ter vindo a diminuir nos últimos meses, acumulando em novembro uma redução de -27,6%, ainda representa 68,2% do total no porto. Por outro lado, o volume de TEU com origem e destino no hinterland do porto regista um crescimento de +16,9%.

Não obstante o seu comportamento negativo, Sines mantém a liderança neste segmento de mercado, com uma quota de 52,2%, inferior em -6,1 pontos percentuais à que registava no período homólogo de 2018, seguido por Leixões com 25,2%, Lisboa com 16,9%, Setúbal com 5% e Figueira da Foz com 0,8%.

No que respeita ao movimento de navios, comparativamente ao período janeiro-novembro de 2018, os onze primeiros meses de 2019 observaram um acréscimo de +0,7% no número de escalas (9811 escalas) e uma diminuição no volume de arqueação bruta de -0,2% (para cerca de 188,9 milhões). O porto de Lisboa foi o que mais influenciou este comportamento positivo ao registar um acréscimo homólogo de +157 escalas (+7%), seguido dos portos de Douro e Leixões com +25 (+1,1%), Viana do Castelo com +16 (9,3%) e Sines com +10 (+0,5%).

Após o movimento de novembro, os portos de Douro e Leixões e de Lisboa apresentam quotas quase idênticas no número de escalas, com, respetivamente, 24,5% e 24,3%, seguindo-se Sines (19,8%), Setúbal (14,4%) e Aveiro (9,7%).

As operações de embarque entre janeiro e novembro de 2019 foram profundamente influenciadas pelos mercados de carga contentorizada de Sines, Leixões, Lisboa e Setúbal, os Produtos Petrolíferos de Sines e Leixões, os Outros Granéis Sólidos em Setúbal e Lisboa e a Carga Fracionada em Leixões, que representaram 80% do total de carga embarcada, apresentando embora comportamentos distintos.

Do lado dos comportamentos negativos, as variações mais expressivas são encontradas na carga contentorizada de Sines (-19,3%), nos Produtos Petrolíferos também em Sines (-12,3%), e Outros Granéis Sólidos de Lisboa (-14,9%).

Das variações positivas nos embarques, destaca-se a carga contentorizada em Leixões e Lisboa com acréscimos de +9,4% e de +3,4%, a que seguem os Minérios e a carga ro-ro em Setúbal, com +29,3% e +19,6%, respetivamente.

No que diz respeito às operações de desembarque, destaca-se a variação positiva dos Produtos Petrolíferos em Sines, com acréscimo de +2,4 milhões de toneladas (+47,4%), representando 68,4% do total das variações positivas. Embora com menor expressão, referem-se ainda os Outros Granéis Líquidos em Sines, que registam um acréscimo de +199,3 mil toneladas e a carga ro-ro de Leixões, com +110,9 mil toneladas. Com variações negativas registadas nestas operações assinalam-se a carga contentorizada (-2,3 milhões de toneladas), os Produtos Petrolíferos (-1,5 milhões de toneladas) e o Petróleo Bruto (-1,4 milhões de toneladas) em Sines, seguidos dos Produtos Agrícolas de Aveiro (-100,3 mil toneladas), como os que mais contribuíram para o comportamento negativo registado.

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 63,8%, 69,1%, 53,6% e 100%, respetivamente. No seu conjunto, estes quatro portos representam uma quota de carga embarcada de 14,8% (9,9% destes respeitam a Setúbal).
por: Sara Pelicano
Tags: AMT   Aveiro   Leixões   Sines  
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