sexta-feira, 3 de Abril de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
16-12-2019
Investimento de 49,6M€
CRRC Tangshan vai fornecer 18 novas composições para o Metro do Porto
CRRC Tangshan vai fornecer 18 novas composições à Metro do Porto. A empresa chinesa venceu o Relatório Final do Júri do Concurso Público Internacional para a aquisição de material circulante pelo valor global de 49,6 milhões de euros. O investimento é totalmente financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Ação Climática. No final do mês de novembro, a Transportes em Revista tinha avançado em primeira mão que a proposta da companhia chinesa tinha ficado em primeiro lugar no quarto relatório preliminar do júri (ver AQUI), cujas conclusões não foram alvo de contestação por parte do outro concorrente, a Skoda Transportation.

Segundo revela a Metro do Porto, os novos veículos terão capacidade para 252 passageiros, dos quais 64 em lugares sentados, e vão poder operar comercialmente nas diversas linhas da rede, cumprindo todas as normas operacionais e de segurança. As composições vão ter duas cabines e funcionar em modo bidirecional (como as atuais), atingindo uma velocidade máxima de 80 km/hora. Uma vez em circulação, a frota do Metro do Porto contará com um total de 120 unidades – 72 Bombardier Eurotram, 30 Bombardier Tram-Train e 18 novos CRRC.



Recorde-se que, além da CRRC Tangshan, também a Skoda Transportation estava na corrida para o fornecimento das novas composições. O procedimento de concurso tinha o valor de referência de 56,1 milhões de euros e incluía, além do fornecimento das unidades, a manutenção por um período de cinco anos.

As propostas dos candidatos foram avaliadas em três critérios: preço, valia técnica e design (incluindo neste ponto aspetos como a capacidade, o conforto e a acessibilidade). Segundo a Metro do Porto, os novos metros serão entregues entre 2021 e 2023, ao ritmo de uma unidade por mês.





Esta operação de reforço da frota prende-se com o avanço do alargamento da rede, que terá uma nova linha entre S. Bento e a Casa da Música (Linha Rosa) e que verá a Linha Amarela prolongada a sul, entre Santo Ovídio e Vila d’Este, em Vila Nova de Gaia. Ambas as empreitadas devem arrancar a curto prazo, sendo que as obras de construção irão decorrer até 2023. As novas linhas do Metro vão acrescentar seis quilómetros e sete estações à rede, representando um investimento global na ordem dos 300 milhões de euros.

O Metro do Porto opera atualmente em sete concelhos, numa rede de seis linhas, 67 quilómetros e 82 estações, utilizada por mais de 62 milhões de utilizadores em 2018. Em 2019, a taxa de crescimento da procura ultrapassa os 13%, prevendo-se que o ano termine com uma procura global superior a 70 milhões de clientes.
por: Pedro Venâncio
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