sexta-feira, 7 de Agosto de 2020

 
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Passageiros & Mobilidade
12-12-2019
Pedro Nuno Santos
«CP fará toda a operação de transporte ferroviário de passageiros em Portugal»
Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, foi o quarto e último orador convidado da 4.ª edição do Ciclo de Palestras, promovido pela Transportes em Revista e a SRS Advogados. Num auditório repleto, estiveram em debate “Os Desafios da Indústria Ferroviária Nacional”.

Entre as várias temáticas abordadas pelo governante, a liberalização do serviço ferroviário de passageiros foi uma das mais discutidas. Segundo Pedro Nuno Santos, existe uma espécie de «fantasia» em torno da concessão da linha de Sintra a privados. «Se o privado consegue, não há nenhuma razão para o Estado não conseguir. Não há nenhum operador privado que saiba tanto de ferrovia e de operação como a CP, nenhum. Podemos esperar 100 anos para ter uma empresa que faça um melhor serviço com os recursos que tem a CP. Pago para ver!»

Na opinião do ministro das Infraestruturas, «a rede rodoviária deve ser gerida de forma integrada», lembrando que «o mercado está liberalizado». Todavia, o mesmo reitera que muitas concessões funcionam bem «porque o Estado estabeleceu com os privados um contrato, com regras, responsabilidade e obrigações. Gostava que os privados viessem gerir a CP, com os recursos e as condições da empresa... A CP precisa daquilo que nós damos aos privados».

Taxativamente, Pedro Nuno Santos afirmou que «a CP tem um contrato de serviço público para os próximos dez anos, mais cinco, para todas as linhas em Portugal (com exceção da ligação entre as duas margens). Este é um assunto encerrado. A CP é a empresa que fará toda a operação de transporte ferroviário de passageiros em Portugal. O que temos de garantir, é que o país faça o investimento necessário na infraestrutura e no material circulante para que a CP, ou qualquer privado que cá viesse, realize um serviço com qualidade».

Nas palavras de Pedro Nuno Santos, «a CP tem um único objetivo: servir bem os seus passageiros», descartando que a empresa não tem acima deste propósito ganhar dinheiro. «A CP é mesmo a melhor solução para o serviço ferroviário em Portugal».

A terminar, Pedro Nuno Santos afirmou novamente que «o contrato de serviço público assinado com a CP é para ser respeitado, da mesma forma que os privados exigem que os seus contratos devem ser respeitados. Nos próximos dez anos, as linhas são da CP».
por: Pedro Venâncio
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