segunda-feira, 9 de Dezembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
02-12-2019
Transtejo e Soflusa
AML admite poder ser “autoridade de transporte fluvial”
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) admite a possibilidade de gerir as operações da Transtejo e Soflusa, deixando como possibilidade mais longínqua incluir na sua gestão o Metropolitano de Lisboa e o transporte ferroviário urbano.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, Carlos Humberto, primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, admitiu “sermos autoridade de transporte fluvial e até de outros meios de transporte”, pormenorizando que “isso agora passa pela discussão concreta e pela avaliação da disponibilidade de financiamento e do investimento que são necessários”.

Quanto ao metropolitano e comboios urbanos, Carlos Humberto diz serem “hipóteses mais remotas” de incluir na gestão da AML, mas destaca que “é preciso um serviço ferroviário que cumpra as suas obrigações e sirva as pessoas. Precisamos de um investimento grande em trabalhadores e material circulante para a CP. A ferrovia é a área em que sentimos maior pressão e a resposta não está à altura das necessidades”.

A AML, que aguarda parecer vinculativo da Autoridade de Mobilidade e Transportes sobre o concurso público, adiantou que “assim que o concurso entrar em vigor, os autocarros deixam de ser de uma determinada empresa e passam a ter uma marca única. Vamos ter quatro lotes, dois na margem norte e dois na margem sul. Vão partilhar imagem, sistema de bilhética e de informação”. No primeiro quadrimestre de 2020 entrará também em funcionamento a Transportes Metropolitanos de Lisboa que vai gerir a marca Carris Metropolitana.

De referir ainda que, em 2020, a AML vai transferir 33 milhões de euros para o Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART). “Está previsto que nos anos seguintes, caso venha a ser necessário, os municípios poderão subir esta contribuição para os 45 milhões de euros, ajustando os valores aos do concurso público”, concluiu Carlos Humberto.

A AML poderá ainda ter um sistema de transporte flexível como um “serviço extraordinário”. Carlos Humberto afirmou que “no concurso público, está aberta essa possibilidade. Precisamos também de perceber até onde esta nova oferta vai responder e como pode ser complementada”.
por: Sara Pelicano
Tags: AML   Carris   Soflusa  
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