sábado, 19 de Outubro de 2019

 
caetano 468x60
Passageiros & Mobilidade
07-10-2019
Transporte expresso
Rodonorte admite parcerias com outros operadores de transporte
A Rodonorte, empresa do Grupo Santos, e um dos operadores de transportes mais antigos do país, acredita que a liberalização do transporte expresso em Portugal «foi elaborada tendo em conta mais as especificidades de grandes operadores do que médios e/ou pequenos». Em declarações à Transportes em Revista, Jorge Santos, administrador da Rodonorte, refere que «existiam muitas matérias que careciam de regulação e atualização» e que «dificilmente algum operador poderá entender viável a exploração de um único serviço expresso, pois as obrigações inerentes, podem revelar-se bastante onerosas e impossibilitar a viabilidade económica (atendimento, vendas online, etc). Do mesmo modo, a inexistência, salvo melhor opinião, de mecanismos eficazes para evitar a prática de preços predatórios poderá conduzir a uma prática de tarifas insustentáveis, como sucedeu nalguns países europeus, introduzindo no mercado da mobilidade um fator de instabilidade com consequências imprevisíveis». Para Jorge Santos, «a legislação, na nossa opinião, está mais vocacionada para a entrada de novos players com grande dimensão, não tendo, tido em consideração a existência de operadores com menor dimensão. Logicamente sempre se dirá que quem beneficia serão os utilizadores, a questão será a de saber por quanto tempo, veja-se o exemplo das operadores de transporte aéreo, que introduziram um elevado grau de instabilidade no mercado, seja nas tarifas, seja na execução de rotas».
No entanto, o administrador da Rodonorte, empresa criada em 1865 e que tem origem na “mítica” Cabanelas, salienta que a companhia de Vila Real «opera neste mercado há muitos anos, tendo conseguido adaptar-se às dinâmicas existentes neste segmento, no entanto, a nossa operação representa mais que isso, nalguns casos, a proximidade com as populações e municípios favorece a obtenção de soluções práticas para as populações, em especial, nos concelhos de menor dimensão. De qualquer modo, temos a consciência que o mercado vai mudar e vão aparecer novos operadores, no entanto, o interesse pelo mercado será muito maior em corredores do litoral, onde o número de potenciais passageiros representa cerca de 70 % do país».

Temos novas rotas em fase de estudo – Jorge Santos

Apesar das alterações à legislação Jorge Santos acredita que a Rodonorte está preparada para alterações no mercado, adiantando que as parcerias com outros operadores podem ser uma solução: «a capacidade de adaptação a novos desafios dita o sucesso ou insucesso das organizações. No nosso histórico constam vários acordos de exploração com operadores diversos, que permitiram um aumento da oferta existente, motivo pelo qual acreditamos que no futuro poderemos equacionar novas rotas, seja através da exploração direta ou por acordos com outros operadores. Temos novas rotas em fase de estudo, como sempre tivemos, neste caso em particular, com a nova legislação poderemos equacionar rotas ou parcerias fora na nossa área tradicional de atuação».
Em relação aos tarifários, Jorge Santos, diz que as notícias que surgiram e que referem que os preços praticados em Portugal são 30% superiores aos praticados na Alemanha «não correspondem à verdade. A questão neste e noutros casos prende-se com a forma como queremos comparar os números. Acontece o mesmo na aviação, existem companhias denominadas lowcost mas que em muitos casos, têm preços médios bastante superiores aos outros operadores». Sobre a cláusula neste Decreto-Lei que permite o livre acesso dos operadores aos interfaces ou terminais, independentemente do seu regime de gestão ou de propriedade, Jorge Santos afirma que «sentimos efetivamente algum desconforto pelo facto de, na presente data, não conseguirmos aceder a alguns terminais», mas adianta que mesmo assim «temos muita dificuldade em entender como, na prática, este acesso será efetuado nos terminais privados, muitos dos quais já apresentam sinais de lotação esgotada, considerando apenas a utilização dos proprietários».
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