quinta-feira, 21 de Novembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
29-08-2019

A mudança
Tendo já abordado as novas tendências em termos de mobilidade, voltarei a focar-me no conceito PACE, que evidencia as deslocações cada vez mais Personalizadas, Autónomas, Conectadas e Ecológicas. Se andamos todos um pouco confusos com a explosão de meios de mobilidade que de um dia para o outro apareceram, e se também andamos confundidos com a forma como comunicam connosco, não menos baralhados andamos com as escolhas que temos que fazer.

É normal, perante tanta solicitação e perante um novo paradigma, estarmos a questionar-nos se o autocarro ou o comboio continuam a ser os meios adequados à nossa deslocação. Isto porque nas redes sociais somos bombardeados com ofertas, novas experiências, novas sensações e toda uma parafernália de coisas, para algo que até agora não era mais do que uma simples deslocação. Sim, estamos baralhados, não estávamos preparados para esta forma de comunicar e de interagir. E, ainda que demoremos algum tempo, reagimos e experimentamos, e mudamos se de facto as experiências nos convencem. Nos últimos tempos, pelas mudanças que as novas necessidades têm imposto, misturam-se “papéis” de meios de mobilidade. Aquilo que antes seria o meio adequado para uma determinada deslocação, hoje pode não o ser! Por vezes, dada a mudança, deparamo-nos com situações absurdas. Facilmente nos cruzamos em vias de alto tráfego ou em rotundas… com trotinetes e outros meios.

Não estará em causa a segurança, quer dos utilizadores, quer das pessoas que circulam noutros meios de transporte?

No entanto, estes novos meios têm cada vez mais utilizadores, que também cada vez mais interagem com os restantes meios de transporte. A complementaridade, que deveria ser uma boa base, está muitas vezes esquecida e a inexistência de regras confunde as pessoas e deixa de existir claramente uma lógica. Mas se relativamente aos meios estamos perante uma mudança, também é verdade que na aquisição dos títulos de transporte estamos perante uma nova revolução.

Hoje, tal como amanhã, as pessoas não querem estar em filas, não querem ter que pedir a outras pessoas o seu bilhete ou o seu passe. Preferem através duma app, online, adquirir o seu título, evitando a interação humana.

Naturalmente que esta alteração é mais forte e acelerada nas zonas mais densas, onde a gente jovem predomina, mas pouco a pouco, tem-se alastrado para outros territórios, tradicionalmente menos recetivos a mudanças. Nas zonas do interior, os mais idosos não têm outra alternativa que não seja o recurso aos meios tradicionais, quer para comprar o seu título, quer para as suas deslocações habituais.

O que vemos é que no setor da mobilidade apenas estamos a seguir o que tem acontecido noutras áreas ao longo dos últimos anos. Para as compras lá de casa também já não precisamos de ir ao supermercado, nem ao talho, nem à peixaria. Se antes telefonávamos ao Sr. Manuel para fazer uma encomenda, hoje acedemos a uma plataforma! E, se não gostamos do produto, devolvemos, sem grandes dificuldades. De facto, o modo de contactar o nosso cliente e de interagir com ele, mudou muito depressa e de uma forma importante. E, se ele é a razão da nossa existência, só temos que dar uma resposta capaz às suas necessidades.


por João Queiroz Lino
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