terça-feira, 10 de Dezembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
16-08-2019
Cabo Verde
Transinsular tem previstas 217 viagens inter-ilhas nos primeiros 15 dias de concessão
A Transinsular iniciou o serviço de transporte marítimo de passageiros e mercadorias entre as várias ilhas cabo-verdianas e prevê, nos primeiros 15 dias da nova concessão, a realização de 217 viagens com recurso a quatro embarcações.

A nova sociedade, detida em 51% pela Transinsular e 49% por armadores cabo-verdianos, vai gerir a concessão do serviço público de transporte marítimo de passageiros e mercadorias durante 20 anos, conforme o concurso público lançado pelo Governo daquele país no final de 2018.

Nas primeiras duas semanas de operação, o navio “Inter Ilhas”, do armador Polaris, vai garantir 96 viagens, exclusivamente entre as ilhas de Santo Antão e São Vicente. Por sua vez, o navio “Liberdadi”, da CV Fast Ferry, vai realizar 51 viagens, assegurando as ligações entre as ilhas de Santiago e Boa Vista; Boa Vista e Sal; Sal e São Vicente; São Vicente e São Nicolau; e Sal e São Nicolau.

Já o “Kriola”, também da CV Fast Ferry, vai realizar 44 viagens ligando as ilhas de Santiago (Praia) e Fogo; Fogo e Brava; Santiago e Maio; e Santiago e São Nicolau. Por fim, o “Praia D’Aguada”, do mesmo armador, vai assegurar 26 viagens até final do mês de agosto, entre as ilhas de Santiago e Maio; Santiago e São Vicente; Brava e Fogo; e Fogo e Santiago.

Após a cerimónia de assinatura do contrato de concessão, no passado mês de fevereiro, na cidade da Praia, o presidente do conselho de administração da portuguesa Transinsular afirmou que o transporte marítimo em Cabo Verde vai contar com cinco navios, menos 15 que o modelo anterior, prevendo a concessionária um investimento inicial de 500 mil euros.

Segundo Luís Figueiredo, a CV Inter-ilhas Transportes Marítimos, vai ter “todas as capacidades e potenciais de crescimento”. Na altura, o responsável adiantou que “o capital social vai partir com meio milhão de euros”, sendo este montante “um avanço inicial para a constituição da sociedade e dotação de fundos. Não queremos fazer nem investimentos disparatados nem desnecessários”.

Os cinco navios destacados para a realização das ligações inter-ilhas, bem como os seis meses para o arranque do projeto, serão suficientes para a concretização das viagens, disse Luís Figueiredo. Contudo, o mesmo ressalvou que, caso seja necessário, mais embarcações serão colocadas ao serviço, dependendo da procura.

Recorde-se que o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, considerou que este novo modelo de exploração “vai mudar Cabo Verde”. “O que estamos a concretizar aqui é um processo de reforma, não é uma mera gestão de continuidade”, disse o governante.

O novo serviço vai “disponibilizar ao país ligações marítimos inter-ilhas em condições de regularidade, previsibilidade, qualidade e segurança”, além de “permitir às pessoas, aos empresários, aos produtores programarem as suas viagens, as suas produções, porque sabem que quando tiverem de viajar e escoar os seus produtos sabem em que dia o podem fazer”, reiterou Ulisses Correia e Silva.
por: Pedro Venâncio
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