sexta-feira, 15 de Novembro de 2019

 
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22-07-2019
Investimento de 300M€
Ministério do Mar avança com Ocean Campus Portugal
A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, apresentou esta segunda-feira o Ocean Campus Portugal, projeto de requalificação urbana e ribeirinha de toda a área entre Pedrouços (Lisboa) e Cruz Quebrada (Oeiras) que prevê um investimento total de 300 milhões de euros.

Segundo o Ministério do Mar, o projeto abrange uma área de intervenção de 64 hectares, e “concretiza o objetivo estratégico do Governo de posicionar Portugal como uma referência internacional nos domínios da ciência, da I&D e da tecnologia no que respeita às Ciências Marítimas e Marinhas e à Economia Azul, potenciando um cluster de desenvolvimento associado ao mar, através de uma rede de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, cujo objetivo principal será gerar inovação e investigação qualificada e fornecer aos serviços que aqui se instalem as melhores condições para competir no mercado global”.

No seu discurso, Ana Paula Vitorino sublinhou que queremos que o Ocean Campus se constitua como um espaço de referência no contexto internacional nos domínios das Ciências Marítimas e Marinhas e da Economia Azul, cujo objetivo principal será gerar inovação e investigação qualificada e fornecer aos serviços que aqui se instalem as melhores condições para competirem no mercado global”.



O Ocean Campus é um projeto com vista a fomentar o empreendedorismo, tendo como objetivos:
- Criar um campus de I&D internacional de atividades ligadas ao mar, recuperando um espaço de forte memória portuária, criando condições logísticas para o desenvolvimento da economia nacional, potenciando a economia azul;
- Agregar, sob a temática do mar, vários organismos, serviços e instituições públicas, polos universitários, laboratórios de investigação, unidades âncora para desenvolvimento de novos modelos de relacionamento;
- Criar uma zona embrião de startups, salas de reuniões, auditório e zona de exposições, alojamento temporários para investigadores e postos de atracação de navios de investigação;
- Requalificar uma zona de mais de 60 hectares no limiar da malha urbana de Lisboa e Oeiras e na linha de água da foz do Tejo, apostando-se na reabilitação da Doca de Pedrouços e dos armazéns da Docapesca;
- Criar uma rede de excelência de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, gerando inovação e investigação qualificada, potenciando o conhecimento e economia azuis.

Do montante total de 300 milhões de euros, 73% será investimento privado, 25% será investimento público-privado e 2% será investimento público, estimando-se uma receita anual na ordem dos 6,8 milhões de euros.

Mais detalha o Ministério do Mar que o projeto contempla três fases de implementação, estimando-se a conclusão em dezembro de 2030. Numa primeira fase (até final de 2022) serão investidos 118 milhões de euros. Grosso modo, este valor será investido na Marina de Pedrouços (31 milhões de euros), num espaço para instalação de empresas (21,2 milhões de euros), na criação de um Ocean Lab (20,7 milhões de euros), em residências temporárias para investigadores e cientistas (18,4 milhões de euros), e em restauração (11,5 milhões).

Numa segunda fase (2022-2026) serão investidos 152 milhões de euros, contemplando um hotel (38,4 milhões de euros), um espaço empresarial e centros de investigação (36,8 milhões), a Marina do Jamor (30 milhões de euros), a Blue Business School (27 milhões de euros), assim como investimentos de 20 milhões de euros em terrapleno, arranjos exteriores ou acessibilidades. Por fim, na terceira fase (2026-2030) serão investidos 30 milhões de euros, igualmente em terrapleno, arranjos exteriores e acessibilidades.

No lançamento do Ocean Campus foi igualmente lançado o concurso da Marina de Pedrouços e inaugurada a Ciclovia do Mar, numa cerimónia que contou com as presenças do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais.



“É preciso ir mais além. Sabemos que o potencial do oceano é determinante para impulsionar o crescimento económico, o emprego e a inovação” e que “a contribuição das indústrias baseadas nos recursos do oceano para a economia e emprego globais é crescente e cada vez mais importante”, frisou Ana Paula Vitorino.
por: Pedro Venâncio
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