domingo, 21 de Julho de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
04-07-2019

A personalização das soluções de transporte
A natural evolução da mobilidade leva-nos a acreditar que no futuro esta será cada vez mais Personalizada, Autónoma, Conectada e Ecológica. E é precisamente sobre o primeiro elemento – a personalização – que escreverei hoje.

As nossas necessidades, enquanto pessoas, são cada vez mais específicas. As nossas vidas são cada vez mais pessoais e singulares, tendo desde há muito findado determinados conceitos de massas. Isto leva-nos a buscar soluções também elas mais específicas e diferenciadas.

Contudo, esta tendência nem sempre tem sido acompanhada por novos desenvolvimentos, novas respostas, novas soluções que vão ao encontro exato do precisamos. É essa coisa do remedeio: servindo, remediado está! Vivemos, de facto, numa fase em que tudo parece ter um caráter inovador e tudo o que nos permita deslocar de A para B é considerado solução de mobilidade.

Mas quem anda atento pode facilmente constatar que nem tudo são verdadeiras soluções de mobilidade, nem tudo serve. É necessária uma estrutura, uma visão, uma estratégia e um prazo. É necessário, acima de tudo, que os requisitos daqueles a quem se destina sejam preenchidos e que lhes facilite a vida! Quer isto dizer que a mobilidade deve ser centralizada no passageiro, permitindo-lhe iniciar e terminar o seu percurso onde e quando quiser.

Enquanto agentes de desenvolvimento da mobilidade, é importante refletirmos e seguirmos uma linha que de facto produza resultados, não esquecendo nunca que o principal objetivo é satisfazer as necessidades das pessoas. Essas quererão ter sempre soluções à sua medida, à medida das suas necessidades de deslocação, que as satisfaçam em pleno, mas que também respeitem a cidade, o ambiente e, fundamentalmente, respeitem o espaço público, o espaço por onde todos circulamos.

Acredito que a coexistência de soluções a pedido, que respondam no imediato, quase de modo instantâneo, e que sejam ultra-personalizadas são perfeitamente exequíveis e bem-vindas.

Por isso, e mais uma vez, o papel do agente de mobilidade, do integrador, é fundamental. O seu know-how, a sua expertise, o seu saber-fazer e saber conjugar modos de transporte e soluções de mobilidade é imprescindível para que as soluções funcionem, sejam sustentáveis e não sejam mais soluções que, resolvendo algumas questões, geram caos e a curto/médio prazo tenderão a terminar, tal como começaram, como um estalar de dedos.

por João Queirós Lino
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