sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
03-07-2019

A aversão à mudança
O mundo assiste a um desenvolvimento acelerado das soluções de mobilidade.

Fruto da digitalização, da conectividade e da obrigatoriedade de descarbonizar os transportes, assistimos a alterações profundas nas formas e capacidades de organização e planeamento do espaço público e das cidades. Por outro lado, observamos a inovação nos modelos de prestação de serviços de mobilidade, a tecnologia aplicada aos equipamentos e material circulante e, sobretudo, à forma como os serviços e a informação são disponibilizados aos consumidores.

Por cá, não somos imunes a esta dinâmica. Seja por indução do progresso tecnológico, seja por imposição das regras comunitárias ou mesmo por uma crescente consciência política de que a mobilidade é uma utilidade e um fator de desenvolvimento da sociedade, o país, ao seu ritmo, com as suas idiossincrasias muito peculiares e por vezes perversas e incautas, assiste também a profundas alterações.

Se durante anos pouco se fez e pouco se mudou, nos últimos anos tudo se quis fazer e tudo mudar.

Desde a criação do regulador setorial, às novas entidades com competências na organização do transporte, aos primeiros concursos no âmbito da contratualização, à implementação de uma nova legislação sobre sistemas de partilha, ao transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica (TVDE) ou até à intenção de liberalizar o transporte expresso e o transporte ferroviário, muitas são as alterações que estão a transfigurar o panorama dos transportes e da mobilidade.

Não sendo possível travar as alterações, para uns, a aposta centra-se na criação de bloqueios administrativos, enquanto para outros o caminho é o da procura incessante de soluções criativas, muitas vezes de âmbito jurídico, por forma a contornar... a mudança.

É conhecida a aversão histórica que o país tem às mudanças. Seja por interesses corporativos, seja apenas porque elas trazem como companhia o risco e a insegurança de fazer diferente.

Alguém disse que “o progresso é impossível sem mudança. Aqueles que não conseguem mudar as suas mentes, não conseguem mudar nada”. E na mobilidade, o tempo é de mudança e de progresso e esta é valorizada e reconhecida pelo consumidor que estando mais exigente está ávido de soluções que lhe garantam, na hora e na ponta dos dedos, as suas necessidades de deslocação e melhor qualidade de vida.

por José Monteiro Limão
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