segunda-feira, 9 de Dezembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
12-06-2019
Dados da AMT
Carga nos portos portugueses diminuiu
No período entre janeiro e abril de 2019, os portos comerciais do continente resgistaram mais de 29,8 milhões de toneladas, menos 32,8 mil toneladas face a igual período do ano passado. Esta decréscimo está relacionado com uma diminuição no volume de importações de petróleo bruto, mais concretamente menos 914,9 mil toneladas (mt). 

De acordo com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), Leixões, Aveiro e Setúbal registaram um comportamento positivo, não conseguindo anular, contudo, o desempenho negativo dos restantes.

O segmento de contentores movimentou mais 3,7% do volume de TEU, por efeito de variações positivas da generalidade dos portos, à exceção de Lisboa (-6mil TEU). Leixões e Sines apresentaram crescimentos de +26,7 e +12,4 mil TEU, respetivamente.

No que respeita ao comportamento global dos portos, Leixões e Aveiro atingiram as melhores marcas de sempre, registando, respetivamente, crescimentos de +4,7% (+294 mt) e +1,7% (+30,3 mt). Também Setúbal registou um comportamento positivo, tendo assinalado um acréscimo de +8,4% (+182,5 mt) face a 2018.

Os restantes portos observam comportamentos negativos no período em análise, de onde se destaca Lisboa, Sines e Figueira da Foz, com decréscimos de -278,8 mt (-7,1%), -153,9 mt (-1%) e -96,8 mt (-14,7%), acompanhados por Viana do Castelo (-0,6 mt) e Faro (-9,3 mt).

O porto de Sines perde a maioria absoluta em termos de tonelagem movimentada, passando a deter uma quota de 49,5%, seguido de Leixões (21,9%), Lisboa (12,2%), Setúbal (7,9%) e Aveiro (6,1%).

Os Produtos Petrolíferos, que registaram a maior marca de sempre ao ultrapassar neste quadrimestre as seis milhões de toneladas, foram os principais responsáveis por influenciar positivamente os portos de Sines e Leixões, registando, respetivamente, acréscimos de +11,9% e +8,1%. Também a Carga Fracionada e a carga Ro-Ro atingiram a marca mais elevada de sempre (quer em Leixões, quer em Setúbal), com acréscimos de +11,96% e +19,7%, respetivamente.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o movimento de contentores para o conjunto das operações Lo-Lo e Ro-Ro atingiu cerca de 960,5 mil TEU, excedendo em +3,7% o primeiro quadrimestre de 2018. Importa salientar o peso que as operações de transhipment representam no porto de Sines, com uma quota de 70,8%, muito embora tenham registado uma redução de -7,8%, enquanto o tráfego com o hinterland regista um acréscimo de +39,8%, atingindo 154,5 mil TEU.

Ainda neste segmento, sublinha-se que o porto de Sines continua a liderar, detendo uma quota de 55,1%, seguindo-se Leixões (23,8%), Lisboa (15,1%), Setúbal (5,2%) e Figueira da Foz (0,8%).

No período em estudo, comparativamente ao primeiro quadrimestre de 2018, registou-se um decréscimo de -1% no número de escalas e um acréscimo de +4,3% em volume de arqueação bruta, registando, no total, 3427 escalas e 64,5 milhões de volume de global de GT. Os portos de Douro e Leixões e de Aveiro atingiram o volume de arqueação bruta mais elevado de sempre, com 11,4 milhões e 1,94 milhões, sendo também de assinalar o aumento de +2,3% no volume de arqueação bruta registado em Lisboa e +4,8% em Sines.

Em termos de fluxos de carga, a variação global observada no movimento portuário entre janeiro e abril de 2019 foi negativa para os embarques e positiva para os desembarques, com taxas de variação de -1,2% e de +0,6%, respetivamente. 

A Carga Contentorizada em Sines e Leixões contribuiu significativa e positivamente para o comportamento positivo do fluxo de operações de embarque, registando acréscimos de +21,1% (em Leixões) e +3,1% (em Sines), correspondentes a 211 mt e a 109 mt, representando 42,6% do total de acréscimos registados. Também a Carga Fracionada em Aveiro e Leixões, os Minérios em Setúbal, os Outros Granéis Líquidos em Lisboa e a carga Ro-Ro em Setúbal contribuíram positivamente para o desempenho das operações de embarque.

As variações negativas são protagonizadas essencialmente pelo mercado de Produtos Petrolíferos em Sines com -423 mt, representando 47,2% do total das quebras (-19,4% face ao período homólogo).

No que diz respeito às operações de desembarque, importa salientar a relevância do papel dos Produtos Petrolíferos e dos Outros Graneis Líquidos em Sines que contribuíram positivamente para o desempenho destas operações, crescendo, respetivamente, +57,3% e +368%.

Das variações negativas mais expressivas salienta-se o mercado de Petróleo Bruto em Sines e Leixões, que diminui, respetivamente, -24,1% e -13,1%, seguido da Carga Contentorizada em Sines (-5,1%) e dos Produtos Agrícolas (-8,6%) e da Carga Contentorizada em Lisboa (-12,9%).

Viana do Castelo, Figueira da Foz, Setúbal e Faro são os portos que apresentam um perfil de porto “exportador”, registando um volume de carga embarcada superior ao da carga desembarcada, com um quociente entre carga embarcada e o total movimentado, no período em análise, de 58,7%, 70,7%, 53,5% e 100%, respetivamente. Sublinha-se que o porto de Faro apresenta uma quota residual de 0,2% do volume total de carga embarcada, sendo que no conjunto dos quatro se atinge uma quota de carga embarcada de 14,7% (10,5% destes respeitam a Setúbal).
 
por: Sara Pelicano
Tags: AMT   Mercadorias   Portos  
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