quarta-feira, 26 de Junho de 2019

 
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Carga & Mercadorias
29-05-2019

Mobilidade! – Quer-se móvel ou imóvel?
Quando falamos de mobilidade tendencialmente pensamos na mobilidade das pessoas. Este pensamento está errado, ou seja, se enchemos as cidades com o transporte de mercadorias, como se movem as pessoas?

Senão pensamos este processo como um todo, nada nem ninguém se mexe. As cidades cada vez mais concentram mais atividades e se a concentração de atividades reduz, por exemplo, custos, evitando a dispersão de serviços, por outro lado, quando congestionadas, não poupamos nada e ainda demoramos mais para executar tarefas e funções com reflexo objetivo e direto nos índices de produtividade.

As grandes cidades de Lisboa e Porto estão hoje com mais pessoas, se por um lado batem-se recordes com o turismo, com a nova metodologia dos passes de transporte e a recuperação imobiliária, mais pessoas voltaram para a cidade. Por outro, todas estas pessoas precisam de bens de consumo. Ora se todos estes bens são transportados por veículos que ocupam espaço e tempo às cidades então há que fazer algo.

Julgo que é chegado o momento de pensar numa mobilidade mais sustentável.
Se o transporte de mercadorias, ao mesmo tempo que é uma atividade essencial para o desenvolvimento económico e requer ambiente adequado para operar com eficiência, também é verdade que contribui fortemente para os congestionamentos e sinistralidade. Temos de encontrar alternativas de caráter operacional, como entregas noturnas, promover a construção de centros de recolha e distribuição nas entradas das cidades de forma articulada e pensada com os vários municípios, escolher e fasear esses acessos, definindo “canais de circulação” em horas de menor movimento, utilizar veículos de distribuição mais pequenos, leves, móveis e menos poluentes.

Do ponto de vista de infraestrutura, as cidades podem ainda implementar plataformas logísticas, que são infraestruturas de alguma dimensão ou centros de distribuição urbana, menores, que recebem mercadorias de vários pontos e distribuem em veículos ligeiros, ou espaços logísticos localizados em zonas limítrofes (suburbanas) com veículos de baixas emissões de carbono, e pontos de entrega das mercadorias.

Em 500 a.C, já Sun Tzu referia que a “a estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória, tática sem estratégia é o ruido antes da derrota”, ou seja, estratégia é saber o que fazer quando não há nada a fazer, até porque “devagar se vai ao longe”. Oportunidades perdidas não voltam a acontecer.

por António Nabo Martins
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