sábado, 7 de Dezembro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
28-05-2019
Mobilidade sustentável
acciona arranca motosharing em Lisboa com 300 scooters elétricas
A acciona acaba de lançar um novo serviço de motosharing na cidade de Lisboa. No total, a empresa espanhola vai disponibilizar 300 scooters elétricas, mas o objetivo é duplicar número de motociclos até ao mês de julho.

As motos da acciona são geolocalizadas, têm prestações equivalentes a um motociclo de 125 cc e possuem uma autonomia até 110 quilómetros. Além disso, disponibilizam duas modalidades de condução: modo Standard “S”, com uma velocidade até 50 km/hora; e o modo Custom “C”, que permite alcançar os 80 km/hora nas vias rápidas. Todos os motociclos têm dois assentos e dois tipos de capacetes no porta-malas, bem como redes para o cabelo e toalhitas húmidas para a higiene dos utilizadores, duas portas USB para o carregamento de smartphone e manta para os meses de inverno.

Relativamente aos preços, a tarifa no modo “S” é de 0,26 euros por minuto, ao passo que a tarifa no modo “C” é de 0,28 euros por minuto de utilização. Já a tarifa de pausa (até seis horas) é de 0,05 euros por minuto. Adicionalmente, a acciona informa os utilizadores, via app, as emissões de CO2 evitadas ao optar por uma das suas scooters elétricas, ao invés de veículo privado convencional.



Numa primeira fase, o serviço de motosharing da acciona cobrirá algumas das zonas mais emblemáticas de Lisboa como Campo de Ourique, Bairro Alto, Alfama, Castelo, Mouraria, Belém ou Santos, mas também as novas zonas residenciais do Parque das Nações e Telheiras, além de chegar ao Aeroporto Humberto Delgado.

Em fase de lançamento, e até ao dia 2 de junho, os utilizadores que procederem ao registo e validação vão usufruir do serviço de forma totalmente gratuita. Posteriormente, a partir de 3 de junho, a plataforma passará a ser paga, oferecendo, no entanto, 30 minutos de utilização gratuita.

Como funciona o serviço?
Uma vez efetuado o registo na app ou via web, e verificados os dados necessários para a utilização das scooters, os utilizadores podem conhecer a localização exata das motos e reservar a aquela mais próxima de si. Cada utilizador pode circular e parar durante o trajeto, num período máximo de seis horas, em qualquer parte da cidade de Lisboa. Todavia, é obrigatório concluir a viagem dentro da área habilitada para esse efeito. O serviço está disponível durante 20 horas, das 06h00 às 02h00 da noite.

O carregamento dos motociclos é feito mediante a substituição das baterias por parte da equipa de manutenção da acciona, em horário noturno, e realizado com recurso a uma frota de veículos também eles 100% elétricos.



Ramón Piñeiro, diretor de Novos Negócios da área de serviços acciona, revelou que «Lisboa é uma cidade natural para o aparecimento destes serviços», uma vez que é uma «cidade multimodal». Pelo facto de, atualmente, cerca de 40% das emissões das cidades serem provenientes dos transportes, o responsável defende que o futuro passa por uma mobilidade «conectada, partilhada, elétrica e multimodal».

«Queremos devolver o espaço público aos cidadãos» e «contamos com Lisboa para fazer parte do nosso plano estratégico», acrescentou. O objetivo, tanto em Lisboa como nas cidades espanholas onde exerce operação, é «reduzir a poluição atmosférica e sonora, bem como os tempos de viagem, o tráfego e a agitação nos centros urbanos».

Eduardo Pinheiro, City Manager Motosharing da acciona em Lisboa, avançou que a parceria com outros concelhos, além de Lisboa, será uma realidade. Todavia, consolidar a posição de mercado na capital, é o principal objetivo. Quanto às expetativas, «queremos ter muita utilização, mas sobretudo que seja uma utilização cuidada e civilizada», confessa.

Inevitavelmente, a acciona será a concorrente direta do serviço da eCooltra. Contudo, Eduardo Pinheiro afirma que «não vimos fazer concorrência. Vimos exponenciar o mercado que existe e trazer uma alternativa, com algumas diferenças, mas que permite às pessoas ir mais longe e mais depressa, quando assim o necessitem».

O City Manager para a cidade de Lisboa explicou ainda que a acciona será um agente last mile, funcionando como uma alternativa mais célere em relação ao automóvel, à bicicleta ou às trotinetas.

Confrontado com a possível ocupação excessiva do espaço público por parte de algumas scooters, Eduardo Pinheiro refere que vamos «tentar educar os utilizadores da forma mais sensível para o bom estacionamento dos motociclos». A entrada em Lisboa, «não demorou muito tempo», disse Eduardo Pinheiro. «Foi uma questão de trabalhar com as pessoas certas e saber o que se está a fazer».



Presente na apresentação da acciona, Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, reforçou no seu discurso que «cada vez existem mais alternativas de mobilidade para as pessoas colocarem de parte a viatura particular». Além disso, «cada vez menos jovens optam por não ter automóvel em Lisboa», face ao incremento de soluções alternativas de mobilidade sustentável na capital, revelou.

Miguel Gaspar anunciou que, em média, são feitas «20 mil viagens» por dia em modo de transporte sustentável em Lisboa. A cooperação entre as entidades públicas e privadas deve continuar a ser uma realidade. «Todos os meses existem reuniões entre a Câmara e os agentes a operar em Lisboa», disse o vereador. Por fim, Miguel Gaspar felicitou os responsável deste novo serviço, afirmando que tanto a acciona como qualquer outro modo de transporte ecologicamente sustentável terá «o apoio da cidade de Lisboa, desde que o interesse público seja resguardado».
por: Pedro Venâncio
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