sexta-feira, 23 de Agosto de 2019

 
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Carga & Mercadorias
16-05-2019
Condicionamento do tráfego
Paulo Duarte defende concessões para o transporte de mercadorias nas cidades
Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, defende que a criação de concessões para a distribuição de mercadorias nos centros urbanos pode ser uma solução para os atuais condicionamentos de tráfego que afetam as cidades em horários diurnos. Para o responsável, as empresas só deveriam entrar nestes centros em determinadas horas ou dias, a fim de diminuir significativamente o número de veículos, bem como aqueles estacionados em segundo fila para a descarga de mercadorias. “Nós olhamos 15 anos à frente, mas o presente é fulcral”, disse o presidente da ANTRAM, referindo a necessidade de criação de “políticas colaborativas” para o setor em Portugal

No âmbito do painel “Tornar a Logística Urbana uma Realidade”, na 1.ª Conferência: As Cidades e a Logística, organizada pela APLOG, Paulo Duarte disse que “os próximos dez a 15 anos serão fundamentais no desenvolvimento de modelos de gestão logística”. Perante a tendência de aumento dos custos de operação, “as empresas têm de agir e compartilhar sinergias”, a fim de ver diminuir a “pressão laboral” que se tem feito sentir.

O presidente da ANTRAM foi taxativo ao afirmar que “cada empresa quer ser melhor que a outra”, todavia, aponta a “complementaridade” entre atores do mercado como uma possível solução à prestação de um melhor serviço aos clientes.

“Vivemos num país em que a multa é um subsídio ao orçamento”, reiterou Gustavo Paulo Duarte. O responsável elucidou também que “as pessoas têm de ser mais educadas no trânsito” e que a “qualidade de entrega tem de ser melhorada” nos centros urbanos.

Paulo Duarte defendeu que, no final de contas, “quem deve pagar o serviço é o consumidor final”, e que “para o pagamento de um justo valor, o cliente tem de ser habituado a isso”. Além disso, afirmou que as empresas têm cada vez maiores dificuldades em encontrar margem de lucro face às “ineficiências” do sistema.

No final da sua intervenção, Paulo Duarte disse ainda que “quanto melhor for a mobilidade dos passageiros, melhor será a distribuição de mercadorias”, dado que a mobilidade das pessoas tem “impacto” direto no transporte de carga.
por: Pedro Venâncio
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