quinta-feira, 19 de Setembro de 2019

 
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Carga & Mercadorias
09-05-2019
3.000 kms
Scania testa camião a GNL de Castellón a Estocolmo
A Scania fez a ligação entre Castellón (Espanha) e Estocolmo (Suécia) com recurso a um Scania R 410, alimentado a Gás Natural Liquefeito (GNL). No total, foram percorridos três mil quilómetros, sendo este modelo uma alternativa “real, lucrativa e sustentável”, em comparação com o diesel, garante a Scania. O camião, com reboque refrigerado, transportou 18 toneladas de vegetais entre os dois países.

Com esta viagem, uma das mais longas realizadas com recurso a um camião movido a GNL, a Scania pretendeu mostrar a “viabilidade do GNL como combustível para o transporte internacional”. Além disso, o motor que equipa este modelo – com 410 cv – é “o motor a gás mais potente” da Scania, com um binário máximo de 2.000 Nm e uma autonomia superior a mil quilómetros.



A viagem nasceu de uma colaboração entre a Scania e a Delta Stock, especialista em transporte refrigerado entre a Espanha e a Escandinávia. Para a concretização desta viagem foi necessário um planeamento da rota assim como do número de reabastecimentos necessários.

Durante o percurso, o Scania R 410 fez duas secções de aproximadamente mil quilómetros, sem abastecimento. Luis Alonso, gerente da Delta Stock, esclarece que “o preço do quilo de gás é entre 30% e 40% menor que o diesel, sendo igualmente o consumo por quilo menor em comparação com um motor da mesma potência”. Além disso, garante o responsável, “dependendo da rota e do tipo de transporte, o gás é uma vantagem competitiva, sem esquecer que também cuidamos do planeta”.

Nelo Banda, motorista responsável pela travessia, confessa a rentabilidade da utilização de camiões com esta motorização alternativa. Uma das vantagens é a isenção de portagens em autoestradas alemãs, o que representa uma poupança significativa no custo final de operação para as empresas.



“Atualmente, o motor a gás é a única alternativa real quando se trata de reduzir as emissões. Este motor permite a redução de emissões de CO2 de até 15% com gás natural e até 90% no caso do biogás. Além disso, é adequado para ambientes urbanos sensíveis, pois possui um rótulo ECO e reduz as emissões sonoras”
, explica a Scania.

A construtora sueca aponta o “planeamento” das rotas como fundamental para o concretizar destas travessias. “Uma das chaves para uma longa rota com um veículo a gás é planear a rota tendo em conta os pontos de abastecimento e as condições dos mesmos”. Luis Alonso é da mesma opinião, e reforça que “após este teste, consideramos o uso de gás em várias rotas, embora este tipo de combustível exija um estudo das rotas uma a uma, já que o reabastecimento deve ser feito em postos de serviços especializados”.
por: Pedro Venâncio
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