sábado, 24 de Agosto de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
14-02-2019

Perceber o futuro da mobilidade
Vivemos uma fase desafiadora, de uma evidente necessidade de resposta continuada a cada repto que nos é posto, e que sofre alterações dia após dia. As soluções de ontem podem não ser bem – ou podem não ser de todo – as soluções mais ajustadas hoje. Por isso mesmo, estarmos atentos e propiciarmos as melhores resoluções aos desafios que nos são colocados, é basilar para o nosso quotidiano.

Efetivamente, vivemos uma era caracterizada por quatro cenários que considero evidentes nas mudanças a que assistimos diariamente e que são cruciais para o desenvolvimento de novos serviços de mobilidade. São eles a mudança dos hábitos e das expetativas das pessoas; o aumento da densidade de áreas urbanas; o aumento da esperança média de vida; e o surgimento de novas tecnologias, bem como o incremento da conectividade.

No mesmo sentido, as novas gerações têm hábitos cada vez mais distintos dos das gerações anteriores, como a nossa. Hoje, a posse de uma viatura, de um carro, é algo que fica para segundo plano para uma larga percentagem de jovens. As suas prioridades são diferentes, buscam outros destinos e outros meios que garantam as suas deslocações, muitas vezes além dos tradicionais autocarros, comboios, aviões. E são eles que estão a fazer com que se tenha que olhar para a mobilidade como um todo, em que cada vez mais terão que ser oferecidas soluções integradas, em que deverão coexistir vários modos ou formas de transporte.

Atendendo a estes fatores, é capital que sejamos cada vez mais pró-ativos e que consigamos propiciar respostas aos novos desafios de mobilidade. Essas respostas, essas soluções e esses serviços devem ser Personalizados, Autónomos, Conectados e Ecológicos. A mudança tem sido grande e a um ritmo acelerado, algo que por certo se manterá, se não se evidenciar, no futuro próximo. Por conseguinte, não nos iludamos: os nossos atuais e futuros clientes estarão dispostos a continuar a utilizar os meios que lhes oferecemos sempre e quando tivermos uma resposta eficaz para as suas necessidades.

Ao mesmo tempo, temos assistido a uma entrada no mercado de mobilidade de inúmeros players que até agora tinham a sua área de atividade confinada a pequenas partes e a áreas de atuação limitadas. Hoje, vemos nomes, que até há bem pouco tempo estavam associados a outras atividades, a entrar no setor da mobilidade com soluções diferenciadas e, muitas vezes, pretensamente inovadoras. E, de certo, todos conheceremos vários casos, quer por experiências vividas, quer pela leitura dos artigos que circulam nos meios de comunicação. Estes novos players, frequentemente com uma visão disruptiva, encontram novos caminhos e oferecem novos serviços e, pouco a pouco, conquistam o seu mercado – mercado esse que ou não existia, ou era residual.

Da nossa parte – enquanto agentes promotores do avanço da mobilidade – devemos comprometer-nos em continuar a trabalhar para merecermos a confiança dos nossos clientes, com soluções que respondam às suas necessidades. E devemos guiar-nos pela a nossa experiência que nos diz que a integração de transporte a pedido para o first mile/last mile, associado a modos de transporte ditos tradicionais, em muitos casos com tecnologias limpas, manter-se-ão como positivas para o utilizador.

Não será, pois, descabido referir que a mobilidade do futuro será PACE (Personalizada, Autónoma, Conectada e Ecológica), e traduzir-se-á em serviços simultaneamente integradores e partilhados.

Por João Queirós Lino
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