domingo, 17 de Fevereiro de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
05-02-2019
Entre Alto de São João e Serpins
Governo lança concurso para o início do MetroBus do Mondego
O Governo e a IP – Infraestruturas de Portugal procederam ao lançamento do concurso para a empreitada de construção do primeiro troço do MetroBus do Mondego, (ver apresentação) entre Alto de São João e Serpins. O traçado de 30 quilómetros contempla a adaptação de 13 pontes e pontões e a adaptação de sete túneis ferroviários. O preço base desta empreitada situa-se nos 25 milhões de euros, com uma duração de 15 meses. As propostas a concurso poderão ser apresentadas até ao próximo mês de maio.

Entre Alto de São João e Serpins estão planeadas 17 paragens em via dupla para cruzamento de veículos e plataformas de passageiros e quatro zonas específicas de cruzamento de veículos. Segundo a IP, “o MetroBus do Mondego, transporte rodoviário que funciona como um metro ligeiro em canal dedicado, constituirá o futuro sistema de mobilidade e transporte da região de Coimbra, mais seguro, rápido e confortável”.

A cerimónia de lançamento decorreu na Câmara Municipal de Miranda do Corvo onde estiveram presentes o primeiro-ministro, António Costa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, o presidente da IP, António Laranjo, e o presidente daquela autarquia, Miguel Baptista.

No seu discurso, António Costa deixou claro que esta “é uma oportunidade para as nossas empresas se poderem animar e contribuírem também para o crescimento da economia, através da realização desta infraestrutura da maior importância para a região”. Financeiramente, o primeiro-ministro garante que esta será uma empreitada viável uma vez que as verbas definidas com Bruxelas estão inseridas na reprogramação do Portugal 2020. O SMM é “a solução que melhor se adapta ao desafio de revitalização da cidade de Coimbra”, disse o líder do Governo.

Ao nível da procura, a IP estima que o MetroBus do Mondego transportará 14 milhões de passageiros por ano, ao longo das duas linhasLousã e Hospital – com 42 quilómetros de extensão. Segundo o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, este valor significa “dez vezes mais procura” do que o anteriormente registado no ramal existente. “Mais de metade dos destinos da população da Lousã e de Miranda em Coimbra não eram servidos pelo anterior ramal”, ou seja, “ao final da viagem, as pessoas tinham de apanhar um autocarro ou outro tipo de transporte para o resto da cidade”.

Detalhadamente, o projeto está dividido em dois troços: urbano, com 12 quilómetros de extensão, em via dupla e uma velocidade máxima de 50km/h; e suburbano, em via única e uma velocidade máxima de 60km/h. Neste troço será atribuída prioridade aos veículos MetroBus nas intersecções, sendo ainda o canal dedicado e vedado à intrusão por barreiras com controlo eletrónico. A frota do SMM será ainda composta por 35 veículos elétricos zero emissões. O investimento global do projeto é de 85 milhões de euros.
 
por: Pedro Venâncio
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