terça-feira, 20 de Agosto de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
29-01-2019
Transportes públicos de Lisboa
OTLIS e a SIBS lançam solução pós-pago VIVA GO
A OTLIS e a SIBS lançaram hoje a solução VIVA GO no Cartão Lisboa VIVA. Esta nova forma de pagamento da mobilidade, em modelo pós-pago, funciona mediante débito direto do valor de cada viagem apenas e quando é efetuada, na conta bancária do titular.

Segundo a OTLIS e a SIBS, “os aderentes do serviço VIVA GO podem viajar sem necessidade de efetuarem um carregamento prévio do seu título de transporte, seja passe ou zapping, ou sem terem carregado um bilhete no ponto de venda”. Assim, explicam, “basta ao titular de um cartão Lisboa VIVA dirigir-se a qualquer uma das cerca de 12 mil caixas Multibanco e ATM Express e efetuar a adesão automática, associando o seu cartão bancário ao cartão de transporte Lisboa VIVA”.

Como funciona?
Idealizado sobretudo para viajantes ocasionais, o nova modalidade VIVA GO pode ser associada num mesmo cartão Lisboa VIVA com os habituais passes ou zapping carregados, funcionando o VIVA GO como alternativa sempre que não existam outros contratos tarifários válidos no tempo e no espaço pretendido. Os sistemas dos operadores darão prioridade aos títulos de transporte destinados a uma utilização frequente, como os passes carregados, e não à modalidade VIVA GO.



Atualmente, existem cerca de dois milhões de cartões Lisboa VIVA em circulação na Área Metropolitana de Lisboa que podem ser utilizados em 24 operadores de transporte. A modalidade de pagamento VIVA GO pode agora ser utilizada nos operadores: Carris, CP – Comboios de Portugal, Fertagus, Metropolitano de Lisboa, Metro Transportes do Sul, Transtejo e Soflusa, podendo, a médio prazo, ser alargada aos restantes operadores de transporte.

O lançamento
A cerimónia de lançamento da modalidade VIVA GO teve lugar esta terça-feira no Museu da Carris, e contou com a presença do presidente do conselho de administração da OTLIS, Tiago Lopes Farias, da CEO da SIBS, Madalena Cascais Tomé, e ainda do vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa, Miguel Gaspar.

Nas palavras de Tiago Farias, este é um «produto revolucionário». Além disso, o responsável considera que este um «passo importante para quem anda nos transportes de Lisboa, em particular para os viajantes ocasionais que muitas vezes, por inércia, acabam por não aderir ao sistema por não terem saldo. O VIVA GO é a resposta para este problema».



O também presidente de Carris, explicou ainda que «o sistema do cartão tem inteligência para saber se temos um título carregado e decidir primeiro a utilização do passe, se ele tiver validado na zona onde o estamos a utilizar. Se não, o mesmo recorre ao sistema VIVA GO, sem qualquer preocupação de saber se temos saldo ou não».

Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS, confessou que o VIVA GO é um «contributo determinante para a promoção da mobilidade», na medida que poupa tempo precioso aos passageiros. «Tempo é aquilo que temos de mais precioso e de mais escasso», disse a responsável. «Os passageiros ocasionais vão poder viajar sem preocupações, sempre que quiserem, pagando apenas à medida da sua utilização».



Esta «solução interoperável e universal» é, na opinião de Madalena Tomé, «mais um marco entre a SIBS e a OTLIS» e uma «aposta ganha e conveniente para os utilizadores». A CEO da SIBS caracteriza ainda a rede Multibanco como «única no mundo», onde «50% das utilizações não envolvem cash», e funcionam «até mesmo ao serviço da mobilidade».

O VIVA GO «resulta da colaboração das mais de 40 entidades envolvidas: no fundo, é uma colaboração multi setor», disse Madalena Tomé.

Miguel Gaspar, vereador da Mobilidade da Câmara Municipal de Lisboa foi um dos mais interventivos na sessão de lançamento da nova solução pós-pago VIVA GO. «Todos os operadores aderentes quiseram sair da caixa e do tradicionalismo dos transportes, em especial dos mais pesados, e focar-se nas pessoas», disse o vereador.

Na sua apresentação, Miguel Gaspar sublinhou ainda que «os números dos últimos 30 anos são assustadores. Aquilo que foi a perda da quota de transportes público é impressionante. Os transportes públicos deixaram de ser uma solução para cerca de 50% da população nos anos 90, para ser uma solução para apenas 20% na atualidade. Ou seja, os transportes públicos perderam mais de metade dos passageiros».



O repto da mudança, disse Miguel Gaspar, passa pelo «bom funcionamento de todo o sistema de transportes públicos, dentro e fora da cidade de Lisboa». Da mesma forma, «a experiencia do passageiro é igualmente importante. Ninguém gosta de esperar, isso tira a certeza do sistema».

O vereador da Mobilidade considera necessário democratizar os transportes públicos, tornando-os mais simples de usar, «em especial para aqueles que os usam todos os dias».

Relativamente o futuro passe único metropolitano, Miguel Gaspar referiu que «passar de 2.300 tarifas, para duas tarifas – 30 euros em Lisboa e 40 euros para a Área Metropolitana – é uma enorme oportunidade para todos os sistema de pós-pago nos transportes públicos». Além de que, disse o responsável, viajar primeiro e pagar depois, é uma «brutal alteração de paradigma».



Ao detalhe, o responsável pelo pelouro da Mobilidade da CML, explicou que «mais de metade das pessoas que utilizam os transportes públicos são viajantes ocasionais, sendo esta a forma mais barata para andar de transportes».

«O VIVA GO é um produto estratégico para a Área Metropolitana de Lisboa e para a cidade de Lisboa», concluiu Miguel Gaspar.
por: Pedro Venâncio
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