segunda-feira, 17 de Junho de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
09-01-2019
Diz Governo
Acordo para aeroporto do Montijo é a “solução adequada e sustentável”
A ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram esta terça-feira o acordo para a expansão do aeroporto Humberto Delgado e para a construção do futuro aeroporto do Montijo, num investimento superior a 1,3 mil milhões de euros. O início de funcionamento do aeroporto complementar na região de Lisboa está previsto para 2022, sendo nessa altura, e de imediato, capaz de receber sete milhões de passageiros, podendo chegar até aos 15 milhões de passageiros por ano.

A cerimónia de assinatura do acordo decorreu num hangar na ainda base aérea n.º 6 do Montijo, onde marcaram presença o primeiro-ministro, António Costa, assim como vários elementos do Governo, o CEO da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

“A decisão é esta e há que pôr em prática”, reiterou o primeiro-ministro, António Costa. Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, afiançou que “o número de postos de trabalho, diretos e indiretos, gerados pelo novo aeroporto será superior a dez mil”, sublinhado que “não será, por isso, um pequeno aeroporto ou um apeadeiro”.

Na sua intervenção, Pedro Marques fez questão de frisar que “50 anos depois de se começar a discutir em Portugal a criação de um novo aeroporto para a região de Lisboa, assinamos o acordo”. Além disso, o governante referiu que existiram “17 localizações alternativas que foram estudadas e abandonas” e que foram gastos “milhares de euros” nestes estudos. “Um aeroporto feito de raiz poderia levar a mais umas décadas a discutir aquilo que discutimos nas cinco décadas anteriores”, esclareceu.

Obras só no final do ano
Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Airports, explicou que as obras de expansão do aeroporto Humberto Delgado, só arrancarão no final do presente ano. O responsável sublinhou que “não há magia” e que existem “algumas medidas operacionais para que o verão tenha sucesso”.

Princípios do acordo
No acordo entre a ANA e o Estado sobre os princípios financeiros e económicos para a extensão da capacidade aeroportuária na região de Lisboa, divulgado pelo gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, está definido “um investimento por parte da ANA/VINCI superior a 1,3 mil milhões de euros, para financiar a 1.ª fase da solução (até dez anos), o que incluiu 520 milhões de euros para o Montijo, 650 milhões de euros para o aeroporto Humberto Delgado, e cerca de 160 milhões de euros para a Força Aérea e acessibilidades”.

Ao nível financeiro, o Governo deve “assegurar a ausência de recursos a fundos públicos para o financiamento deste projeto”, ao mesmo tempo que deve “garantir a potenciação do aeroporto Humberto Delgado como hub de referência (...) mantendo a competitividade das taxas reguladas neste aeroporto”.

Relativamente às taxas aeroportuárias, o acordo prevê que as taxas do aeroporto do Montijo devem ser “atrativas” e “assumindo como pressupostos de partida que se situem 15% a 20% abaixo das do aeroporto Humberto Delgado, em linha com a repartição dos investimentos pelos dois aeroportos”.

Recorde-se que a assinatura do acordo entre ambas as partes ocorreu antes da entrega do Estudo de Impacte Ambiental, assunto muito sublinhado nas últimas semanas e determinante para a implementação do acordo.

Aspectos técnicos e operacionais
Localizado a 25 quilómetros do centro de Lisboa, o novo aeroporto do Montijo terá uma pista com 2.400 metros; 36 posições de estacionamento de aeronaves – 25 das quais em contacto; capacidade logística para operar 24 movimentos por hora; acesso rodoviário direto à Ponte Vasco da Gama; serviço shuttle entre o terminal e o cais fluvial do Seixalinho; além de melhorar a eficiência operacional com a redução do tempo de turnaround.

Por sua vez, a expansão do atual aeroporto de Lisboa prevê melhores tempos de conexão enquanto hub; mais posições de estacionamento de aeronaves e maior percentagem de posições de contacto com o terminal; e a ampliação do Terminal 1 e a construção de piers novos. Além disso, o aeroporto Humberto Delgado ficará capacitado para receber os maiores aviões do mundo, como o Airbus A380 ou o Boing 747; terá mais 40 portas de check-in; e um aumento de 71% de capacidade de raio-X, num total 240 passageiros por hora.

Em pleno funcionamento, as duas infraestruturas aeroportuárias conseguirão um aumento dos movimentos por hora (aterragens + descolagens) de 38 para 72, e suportar uma procura estimada superior a 50 milhões de passageiros por ano.

por: Pedro Venâncio
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