quinta-feira, 27 de Junho de 2019

 
RL 468x60
Carga & Mercadorias
02-01-2019
Estivadores
SEAL decreta novo pré-aviso de greve para os portos nacionais
O SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística emitiu um novo pré-aviso de greve para os portos nacionais, que irá decorrer entre o dia 16 de janeiro e 1 de julho, e que irá afetar diretamente as operações de cabotagem marítima entre os portos do continente e os portos do Caniçal (Madeira) e Praia da Vitória (Açores). O sindicato, revela em comunicado, que “enquanto aguardamos a satisfação dos compromissos assumidos no momento da assinatura do Acordo relativo ao porto de Setúbal – especialmente no que respeita aos portos de Leixões e de Lisboa, onde existem desenvolvimentos positivos alcançados pela mediação – verificamos que não se encontram minimamente satisfeitas as garantias de resolução dos problemas assinalados nos restantes portos nacionais, especialmente no porto do Caniçal, as quais faziam parte integrante desse Acordo, o que nos obriga à declaração de novo Pré-Aviso de Greve, o qual inclui medidas relativas a questões laborais no porto de Praia da Vitória”.
Assim, nos portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Sines, Caniçal, Praia da Vitoria e Ponta Delgada, a “greve consubstanciar-se-á na abstenção de todo e qualquer trabalho, em qualquer porto, durante as primeiras 72 horas após a entrada na respetiva área de jurisdição portuária”, de todo e qualquer navio que tenha operado no porto do Caniçal e no porto e Praia da Vitória, desde que estas operações tenham recorrido a trabalhadores estranhos à profissão de estivador. A greve irá ainda incidir sobre todas as operações realizadas, direta ou indiretamente, pelos navios pertencentes aos armadores que integram o Grupo Sousa (ENM, BOXLINES e PCI). A greve irá afetar diretamente a operação do porto do Caniçal, mantendo-se a greve às horas extraordinárias no porto de Praia da Vitória.
Sempre que um navio for desviado do porto do Caniçal ou de Praia da Vitória para os portos do Continente, incluindo Setúbal, a greve também irá ter efeito nesses mesmos portos, garante o SEAL. O sindicato revela que “a crescente proliferação de praticas antissindicais nos diversos portos portugueses, revestindo-se estas de extrema gravidade no porto de Leixões, permanecendo ainda graves no porto do Caniçal”, são “motivos graves, determinantes desta declaração da greve”.

Operadores portuários vão solicitar serviços mínimos

Em declarações à Transportes em Revista, Diogo Marecos, da Yilport, revelou que esta greve «irá afetar sobretudo a Sotágus», no porto de Lisboa, e que a empresa está «a acompanhar toda a situação», garantindo que deverá avançar com «a requisição de serviços mínimos , de modo a tentar minimizar os efeitos desta greve nas operações portuárias». Para além da Sotágus, também o TSA – Terminal de Santa Apolónia, que pertence ao Grupo ETE e ao Grupo Sousa, deverá ser amplamente afetado por esta greve. Recentemente, o presidente do Grupo Sousa, Luís Miguel Sousa, revelou à Transportes em Revista, que um em cada cinco contentores que entram no porto da capital são transportados em navios do grupo madeirense. A Transportes em Revista tentou entrar em contacto com o TSA, mas até ao momento não foi possível obter resposta.

AGEPOR e APAT criticam decisão do SEAL

António Belmar da Costa, diretor-executivo da AGEPOR – Associação dos Agentes de Navegação de Portugal, revela à Transportes em Revista que «esta greve não nos surpreende. Só confirma aquilo que temos vindo a dizer: este sindicato só sabe decretar greves e essa é a sua luta. Não entendemos porque se emite um pré-aviso de greve perante uma situação que é condicional. Há um quadro legal que regula o trabalho portuário e se a legislação não está a ser cumprida, compete então aos reguladores e ao Estado fazê-la cumprir. Não se faz uma greve por isto». Já António Nabo Martins, presidente-executivo da APAT – Associação dos Transitários de Portugal, salienta que os transitários «estão estupefactos» com este novo pré-aviso de greve. Nabo Martins, refere que «depois do que foi acordado nas últimas semanas e se ter chegado a acordo para garantir um mínimo de paz social no setor, sai esta declaração. Penso que é a descredibilização total do sindicato». O representante dos transitários adianta que «tudo isto é muito estranho, porque é uma greve segmentada e dirigida a alguém em particular» e que o «sindicato não está a defender o interesse dos trabalhadores. Está sim a utilizar os trabalhadores para defender outros interesses».

por: Pedro Pereira
1883 pessoas leram este artigo
264 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  

 
 
 

 





Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Transportes em revista

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA