terça-feira, 26 de Março de 2019

 
caetano 468x60
Carga & Mercadorias
13-12-2018

É tempo de fazer o que tem de ser feito
Segundo as “Estatísticas dos Transportes e Comunicações” do INE, as empresas do setor dos transportes e armazenagem faturaram mais 10,4% em 2017, num total de 20,3 mil milhões de euros.

Segundo o mesmo organismo o subconjunto de empresas de transportes registou um crescimento semelhante no volume de negócios, de 10,8%, após a “reduzida variação” nos anos anteriores (+ 0,4% em 2016 e + 0,01% em 2015).

No ano passado o transporte de mercadorias alcançou índices de crescimento positivo, com destaque para o modo aéreo (+ 21,0%, + 1,6% em 2016). No rodoviário, o crescimento foi menor (+ 6,1%, - 4,0% no ano anterior), assim como no modo marítimo (+ 2,2%, + 5,1% que em 2016) e na ferrovia (+ 2,0%, recuperando de - 6,3% no ano anterior).

Se é de realçar que em 2017 houve mais 10% de faturação nas empresas de transporte e armazenagem, é expectável que o desempenho de 2018 fique aquém destes números. Os efeitos negativos das greves na ferrovia, nos portos e a escalada do preço dos combustíveis são, só por si, razões suficientes para penalizar fortemente o desemprenho que o setor vinha apresentando, mas também sinais preocupantes que deveriam despoletar os ajustamentos necessários, por forma a que os custos de contexto não escalassem e tudo isto a bem de uma atividade estruturante e um dos pilares essenciais para um dos motores da Economia: as exportações. E aqui, todos têm ainda muito a fazer. Desde os reguladores, deste setor como também da concorrência e da energia; ao Governo e também e com grande expressão aos próprios agentes económicos. É caso para dizer que ainda há um longo caminho a percorrer. Aos primeiros porque têm de ser mais pró-ativos na aferição, controlo e fiscalização do cumprimento das regras instituídas e comportamentos comerciais condizentes; aos segundos, porque teriam de ter a capacidade de implementar mecanismos mais ágeis e flexíveis por forma a acolher as variações da Economia e aos terceiros, porque têm de traçar estratégias para alterar os processos de planeamento das cadeias de transporte, seja através de frotas mais sustentáveis ou do aumento do uso da conjugação entre vários modos. Em suma, é preciso aumentar a quota de intermodalidade. Sabendo que a automação, a conectividade, a digitalização, a eletrificação e a inteligência artificial são hoje os caminhos identificados para a substituição de procedimentos convencionais no planeamento operacional, na movimentação, no transporte e no armazenamento de mercadorias, sabendo que novos modelos de concessões, de exploração e condições de utilização das infraestruturas poderão proporcionar mais produtividade, maior eficiência, resultando em mais desempenho e maior performance, teremos de refletir sobre o que compete fazer a cada um de nós, em vez de esperarmos que outros resolvam os nossos problemas.

A este propósito, recordo sempre duas expressões que aqui se aplicam:
– “O futuro está na criação de valor e não na movimentação ?de quantidades”;
– “Não é tempo de fazer o que ainda não foi feito. É tempo de fazer o que tem de ser feito”.

por José Monteiro Limão
Tags: José Limão   Opinião  
1356 pessoas leram este artigo
277 pessoas imprimiram este artigo
0 pessoas enviaram este artigo a um amigo
0 pessoas comentaram este artigo
Comentários
Não existem comentários
  
Deixe o seu comentário!

 


 

  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 





Chronopost







RSS TR Twitter Facebook TR Transportes em revista

Dicas & Pistas © 2009, Todos os Direitos Reservados

Condições de Utilização | Declaração de Privacidade
desenvolvido por GISMÉDIA