sábado, 23 de Março de 2019

 
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Passageiros & Mobilidade
10-12-2018
Entre Valongo e Felgueiras
Governo admite construção de linha ferroviária do Vale do Sousa
O secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d´Oliveira Martins, afirmou, durante a conferência “A Mobilidade como Fator de Coesão Social” - que hoje teve lugar em Paredes - que o projeto para a construção de uma nova linha ferroviária entre Valongo e Felgueiras «é importante» e que o Governo «está disponível a acolhê-lo no PNI - Programa Nacional de Investimentos 2030, desde que devidamente estudado, analisado e justificado em todas as suas dimensões: económica, social e territorial».
A linha ferroviária do Vale do Sousa é um projeto proposto pelos municípios de Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Valongo e terá cerca de 36,5 quilómetros, fazendo a ligação entre a atual linha do Douro, em Valongo, e o concelho de Felgueiras.
Durante a conferência, que foi organizada pela AMP – Área Metropolitana do Porto, Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e Associação de Municípios do Vale do Sousa e que contou com a presença de cerca de 300 participantes, os vários municípios envolvidos no projeto concordaram com a construção desta nova linha, salientando que esta seria uma mais-valia para o território abrangido. Em declarações à Transportes em Revista, Humberto Brito, presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, referiu que «este é um tema que mobiliza cinco autarcas e cinco municípios. A construção da linha ferroviária do Vale do Sousa é uma necessidade e uma oportunidade. É dos territórios com maior densidade populacional e que não tem alternativas para além do carro próprio, uma vez que as linhas de transporte público são ineficientes. É uma das regiões mais jovens de Portugal e com uma atividade económica muito grande, como o calçado, têxtil e o imobiliário, setores de atividade que precisam de melhorar a sua competitividade e aproximar-se dos centros tecnológicos. Esta é também uma região muito pobre, com índices de poder de compra muito baixos, e é necessário combater as assimetrias que existem. Para isso é que também existem os fundos comunitários». O autarca adiantou que «este projeto junta a AMP, a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e Associação de Municípios do Vale do Sousa. A CIM está neste momento a fazer o estudo de procura, juntamente com a TRENMO, do Professor Álvaro Costa, que nos dará os indicadores que tanto precisamos para fundamentar esta nossa reivindicação».
No total, a nova linha «irá servir uma população de cerca de 400 mil habitantes», refere Humberto Brito, que comentou ainda as declarações do secretário de Estado das Infraestruturas (SEI): «É um primeiro passo e um bom indicador, o facto de o SEI ter assumido o compromisso de começar a elaborar os estudos...mas quando se fala de custos, uma coisa é uma estimativa outra é o custo real. Mas tomamos boa nota das suas palavras e acreditamos que este projeto vai por diante. Se assim não fosse seria uma provocação face à região, tendo em conta as suas palavras».
O projeto prevê que a ligação entre Valongo e Felgueiras seja realizada em 29 minutos e que a ligação a Porto/São Bento seja feita em 58 minutos. As estimativas para a construção desta nova linha ferroviária situam-se nos 300 milhões de euros.
A proposta de traçado apresentada prevê ainda a construção de 15 novas estações: Sobrado, Gandra, Rebordosa/Lordelo, Seroa, Frazão, Arreigada, Paços de Ferreira, Freamunde, Figueiras, Ordem, Lousada, Nogueira, Idães, Torrados e Felgueiras.
por: Pedro Pereira
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Comentários
03-01-2019 18:18:57 por GESTOR RIBEIRO
O TRAM TRAIN É UM TRANSPORTE PRATICO, NAO POLUENTE E É USADO EM VARIAS CIDADES DA EUROPA HÁ BASTANTE TEMPO, MAOS A OBRA PARA QUE O NOSSO PAIS SE MODERNIZE.
17-12-2018 12:59:40 por Ccarlos Gaivoto
No Planeamento Estratégico de rede ferroviária regional/nacional, muitas regiões e subregiões sentem a necessidade alternativa ao rodoviário e o Vale do Sousa é uma delas. Esta linha é muito importante para a socioeconomia desta subregião.A sessão sobre a acessibilidade ferroviária entre o concelho de Valongo e o de Felgueiras cerca de 40km, passando por Paços de Ferreira, Lordelo e Lousada, no interstício ferroviário, entre a Linha de Guimarães e a Linha do Douro, numa região densamente povoada de 400 mil habitantes e em que 3/5 da mobilidade pendular se processa em modo automóvel e 1/5 em TC, é incontornável. No entanto, qual a metodologia que está ou a deve ser seguida Deixar a iniciativa no lado da Tutela é insuficiente. Como não há uma Organização Institucional do TP Urbano, é preciso compreender que há funções e responsabilidades que podem ser, entretanto, desenvolvidas e elas não se restringem a questões de tráfego procura. Há toda a estratégia de desenvolvimento sustentável que inclui a melhor articulação do urbanismo e transportes.Por exemplo, os ingredientes desta geografia do território e das deslocações estão aí, em termos de acessibilidade e de mobilidade sustentável e se a sessão do dia 10, incidiu no estudo do ferroviário pesado, isso não impede que sejam estudados outros cenários, como os que podem contemplar a extensão da rede do Metro do Porto ser explorada com o TramTrain da rede da Área Metropolitana do Porto. O modelo de Karlsruhe tem hoje ligações de 100km à volta da cidade de Karlsruhe e é uma rede mutualizada com vários serviços de comboio de passageiros e de mercadorias.Claro que isto obedece a um enquadramento estratégico de ordenamento do território e da acessibilidade sustentável pois, aquele eixo pode servir, também, para o transporte de carga numa perspectiva de logística urbana servida com o CargoTram. Uma coisa é certa: a solução do TramTrain é mais acessível e mais económica, além de poder resolver um conjunto integrado de problemas, desde a requalificação e regeneração urbana, à cobertura territorial e temporal. Servirá directamente mais centros urbanos, o que é importante em combater os custos escondidos da dispersão urbana.Em termos de conclusão, pode afirmarse que a rede TramTrain da Área Metropolitana do Porto tem condições para se expandir tal como a rede de Karlsruhe fez e que em 20 anos passou duma linha de 25km para uma rede superior a 600km. O Vale do Sousa merece isso e a República e a Democracia ainda mais.
  
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