segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
19-11-2018

A mobilidade do futuro e o futuro da mobilidade
Elemento capital nas sociedades, a mobilidade torna a vida quotidiana das populações não apenas eficiente, mas praticável. Efetivamente, é dada à sua importância que assistimos não só ao aumento constante da sua procura, mas também à sua diversificação.

Seja de carro, comboio, autocarro, avião ou barco, milhões de passageiros percorrem outros milhões de quilómetros todos os dias. E, se por um lado, esta procura se revela mais e mais exigente, por outro, o nível de investimento deve ampliar o passo e acompanhar essa tendência.

Posto isto, parece-me inteligível que estejamos agora perante uma revolução semelhante àquela que se viveu aquando da invenção do automóvel, há mais de 130 anos. Senão vejamos: se é verdade que até há algum tempo os padrões de mobilidade eram modelados pela conveniência de se ser capaz de viajar de forma independente, hoje em dia há outros valores que se manifestam mais veementemente, chegando a sobrepor-se.

O aparecimento de conceitos como a economia circular e a evidente necessidade de abraçarmos a descarbonização e diminuirmos os níveis de poluição – seja ela atmosférica ou sonora – leva-nos a buscar e desenvolver soluções mais inclusivas, seguras, flexíveis e sustentáveis. Isto significa, a meu ver, que rapidamente nos cruzaremos com novos modos de mobilidade e um novo paradigma energético. O que é que isto quer dizer? Que a mobilidade do futuro vai ser elétrica, partilhada e conectada.

O número de entidades a iniciar ou renovar a sua aposta na mobilidade elétrica não pára de crescer. Seja consequência dos incentivos do Estado ou da irrefutável ideia de que este é o caminho para o amanhã, o compromisso das instituições em atingir zero emissões líquidas de dióxido de carbono é visível a todos. Com efeito, do total de veículos vendidos em Portugal em 2018, 4% são já elétricos.

Neste mesmo sentido, temos assistido também à transferência das viagens para alternativas mais sustentáveis. Tendo em conta os congestionamentos das cidades, o carro já não é a forma mais eficaz de ir para todo o lado e a qualquer hora. A solução passa, em grande medida, por fazer do “meu”, o “seu” veículo de transporte e transformá-lo no “nosso”. É assim que vemos crescer a discriminação positiva do carsharing e bikesharing, já para não falar da promoção dos transportes públicos – elemento fundamental neste sistema e em nada ultrapassado pelas novas soluções.

E, se há aqueles que utilizam o transporte partilhado em substituição da propriedade de veículos, também os há que se servem deles como complemento. De uma maneira ou de outra, óbvio é que as soluções de mobilidade partilhada são uma realidade cada vez mais notória nas regiões modernas.

Por fim, os avanços da inteligência artificial estão a tornar os veículos cada vez mais reativos e seguros. E, apesar de esta ser a face da tríade mais longínqua de alcançar neste novo modelo, a autonomia acabará por ser parte integrante da mobilidade, mais cedo ou mais tarde. O trânsito e a sinistralidade rodoviária são problemas significativos em todo o mundo, e o denominador comum é o envolvimento humano. Por isso, a mobilidade autónoma é cada vez mais vista como um meio seguro de navegação e que começa a ganhar a confiança do público.

E assim é: o futuro da mobilidade não está guardado num amanhã remoto. Basta olharmos à nossa volta e vemos evidências do novo paradigma: veículos impulsionados por energia elétrica, sem condutor e que contrariam a sinistralidade, o tráfego e o impacto no ambiente. Na verdade, o futuro da mobilidade já está aqui.

por João Queirós Lino
 
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