segunda-feira, 17 de Dezembro de 2018

 
Passageiros & Mobilidade
17-10-2018
Em 2020
Carris Metropolitana será a marca única para os transportes da AML
Foi hoje aprovada em reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa a proposta para a criação da empresa Carris Metropolitana, a nova operadora que, a partir de 2020, vai englobar todas as empresas de transporte público rodoviário dos 18 concelhos que integram a Área Metropolitana de Lisboa. Fernando Medina, presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa e da Câmara Municipal de Lisboa, garante que esta medida vem no seguimento da já anunciada criação do passe único metropolitano – no valor máximo de 40 euros – medida inscrita no Orçamento do Estado (OE) para 2019.

Terminada a reunião do Conselho Metropolitano, Fernando Medina falou à comunicação social, onde evidenciou aquele que é «dia histórico para a Área Metropolitana de Lisboa». Além disso, o mesmo esclareceu que, durante a reunião, foi aprovada «a criação da empresa Transportes Metropolitanos de Lisboa, empresa que irá gerir a bilhética e o tarifário, para que tenhamos um sistema único e integrado na Área Metropolitana de Lisboa».

Fernando Medina explicou ainda que «aprovámos também uma medida do financiamento dos municípios para que tenhamos uma melhor rede de transportes públicos. Aprovámos uma contribuição para o ano de 2019, 2020 e seguintes, que nos vai permitir cumprir a nossa parte relativamente aos passes sociais mas também para que tenhamos uma melhor rede, melhores autocarros, a funcionarem mais a tempo e horas, com melhores frequências e melhor qualidade».

A sessão de esclarecimento serviu também para o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa deixar uma palavra de apreço ao Governo. «Queremos deixar uma palavra de reconhecimento ao Governo pela forma afirmativa, pronta e empenhada com que respondeu ao apelo que todos os municípios da AML fizeram no sentido de assumir a diminuição dos passes como um elemento central para o futuro».

Ainda que o trabalho venha a ser desenvolvido há vários meses, Fernando Medina garantiu que «2019 será o ano do arranque para a melhoria do transporte público» e que «estamos confiantes que estamos a construir um muito melhor sistema de transportes públicos».

Relativamente ao lançamento dos concursos, o Fernando Medina afiançou que «vamos lançar um concurso, por lotes, no início do próximo ano. O que acontecerá, é que os concorrentes privados que concorrerem a este concurso, e ganharem, irão operar sobre a marca Carris Metropolitana. No fundo, será uma marca única aos olhos das pessoas».

Para tudo, é preciso tempo. Fernando Medida deixou claro que «não é possível fazer tudo ao mesmo tempo... mas começamos pelo mais importante: a redução dos tarifários e o passe único». Além disso, continuou, «esta [proposta] é uma extraordinária relação coletiva entre todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Posso afirmar, que todas as decisões foram aqui aprovadas por unanimidade».

O financiamento de todo o sistema foi igualmente questionado. Segundo o presidente da CML, «vamos investir recursos dos municípios, verbas importantes, que chegarão a 30 milhões de euros por ano de investimento municipal para termos uma melhor oferta. Cada município dará a sua contribuição em função da população, da área e das suas receitas».

Uma vez aprovadas estas propostas, «os próximos meses vão ser marcados por fazermos o concurso, por recebermos as propostas. Posteriormente, os vencedores vão começar a operar com autocarros amarelos da Carris Metropolitana», garantiu o presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa. «As negociações que vamos fazer nos próximos meses serão com vista à integração de todos os operadores que prestam serviço na AML».

Sobre quem “manda” na Transportes Metropolitanos de Lisboa, Fernando Medida é assertivo: «Nós, a AML». Além disso, o mesmo afirmou que a nova empresa «vai tomar o lugar da OTLIS, vai assumir as suas funções, como empresa que centralizará a bilhética e o tarifário. Todo o sistema de bilhética, todos registos, serão controlados por esta nova empresa».
por: Pedro Venâncio
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Comentários
19-10-2018 17:40:06 por José Manuel Godinho
Obrigado pelo esclarecimento, rm.
18-10-2018 17:37:15 por rm
José Manuel Godinho, o interesse disto tudo é precisamente acabar com as concessões atuais que são uma palhaçada e introduzir uma verdadeira autoridade de transportes com poderes. O que acontecerá, é que os concorrentes privados que concorrerem a este concurso, e ganharem, irão operar sobre a marca Carris Metropolitana. Marca única decisões de tarifário, oferta, etc tomadas pela TML Transportes Metropolitanos de Lisboa e já não pelos operadores como a TfL em Londres, a IDF Mobilités em Paris, o CRTM em Madrid, etc. Pelo menos é o que retiro disto.
18-10-2018 9:57:32 por Sérgio Canelas
Estes andam de BMW, querem lá saber
17-10-2018 18:45:46 por José Manuel Godinho
Confesso que não compreendi: os privados vão operar segundo critérios do tipo do das concessões da Transport for London, ou ficar com concessões nãosupervisionadas nem limitadas no tempo
  
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