quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

 
STCP
Passageiros & Mobilidade
28-09-2018
Estimam AML e AMP
Passe único entre em vigor já no próximo ano
O passe único para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto “deverá estar disponível nos primeiros meses de 2019", afirmaram os presidentes das referidas áreas metropolitanas, estimando ver a medida aprovada já no próximo Orçamento do Estado.

À margem da conferência “Mobilidade, Transportes e Política Pública: O Passe Único”, no Porto, Fernando Medina, presidente da Área Metropolitana de Lisboa, referiu que a proposta “ainda não está aprovada pelo Governo”, mas que a expetativa de que entre em vigor em breve é “muito grande”.

“Esperamos que os recursos financeiros para isso sejam aprovados no Orçamento do Estado e depois existirão os trabalhos técnicos que permitirão concretizar a medida. Esperamos que nos primeiros meses de 2019 esteja disponível”, esclareceu o também presidente da Câmara Municipal de Lisboa. O autarca sublinhou que “a solução de trabalho com o Governo não está fechada” e que “o que está em cima da mesa é um financiamento às áreas metropolitanas para fundos de mobilidade metropolitanos ou municipais que possam ser adaptados às especificidades de cada um”.

Os dois presidentes adiantaram ainda as verbas necessárias para a aplicação da medida nas referidas áreas metropolitanas. Fernando Medina estima contar com 65 milhões de euros por ano, enquanto Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Área Metropolitana do Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, apontou cerca de 20 a 25 milhões de euros por ano.

Relativamente à redução dos tarifários, Fernando Medina explicou que “a proposta de redução tarifária tem um grande efeito social no rendimento das famílias. Para muitas famílias, a diminuição do valor dos passes pode ser superior às reduções de impostos que foram realizadas até agora e às devoluções feitas nos últimos anos”.

Já nas palavras de Eduardo Vítor Rodrigues: “acreditamos que as áreas metropolitanas são o motor de uma nova proposta de mobilidade, mas assumimos as responsabilidades da Autoridade Metropolitana de Transportes e, desde logo, a coordenação dos vários modelos intermodais do território e assumimos a lógica da comparticipação”. Além disso, o autarca elucidou que as áreas metropolitanas “não estão apenas a pedir um novo modelo”.

Por último, Eduardo Vítor Rodrigues referiu que a AMP está “a pedir um novo modelo de parceria em que os municípios afetam dinheiro do seu orçamento a uma responsabilidade muito concreta que passam a definir como esteio fundamental do Estado social, da componente ambiental e da melhor circulação nas cidades”.
por: Pedro Venâncio
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