quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

 
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Passageiros & Mobilidade
26-09-2018
No valor de 127M€
Metro lançou concurso para material circulante e novo sistema de sinalização
Já está online, na plataforma informática do Metropolitano de Lisboa, o concurso por prévia qualificação para a aquisição de material circulante e do novo sistema de sinalização e controlo automático dos comboios do metro. Quem colocou o concurso na plataforma foi o próprio primeiro ministro, António Costa, que presidiu à sessão de lançamento do concurso, que terá um valor de cerca de 127 milhões de euros. Costa referiu, durante a cerimónia de lançamento, que este concurso e os investimentos previstos para o setor irão contribuir para algo «que sempre pareceu inimaginável, termos um verdadeiro sistema integrado de transportes nas áreas metropolitanas». Também presente no evento esteve o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que elogiou a Tutela pelo «trabalho de recuperação de uma empresa que estava a definhar. Foram tomadas decisões que permitem a recuperação da empresa e do serviço público prestado pelo Metropolitano de Lisboa». Medina disse que as novas composições irão permitir «um aumento de 20% da oferta proporcionada pelo ML» e que o material circulante, assim como o novo sistema de sinalização, irão «preparar o alargamento da rede do metro».

14 novas unidades triplas e um novo sistema CBTC


O concurso agora lançado prevê a aquisição de 14 novas unidades triplas e um sistema internacionalmente designado de CBTC – Computer Based Train Control. Vitor Domingues dos Santos, presidente do Metropolitano de Lisboa, salientou que este concurso é «um passo fundamental para o futuro do ML» e que vai permitir, não só renovar a frota de material circulante como também mudar um sistema de sinalização «obsoleto» e que data dos anos 70. Segundo o Metro, os novos comboios irão permitir um maior conforto para os clientes e melhorar a acessibilidade para clientes de mobilidade reduzida. Por outro lado, as composições irão estar dotadas de um sistema de comunicação com informação variável e flexível, sistemas de segurança e videovigilância mais modernos e permitirão ter uma supervisão técnica do comboio em linha. Já o CBTC irá permitir o controlo contínuo do movimento dos comboios, garantindo a não ultrapassagem de pontos de paragem e dos limites de velocidade em cada ponto da rede, a substituição do sistema de controlo de passagem de sinais proibitivos e ainda a possibilidade de ter registos técnicos e operacionais que facilitem o diagnóstico de avarias e análise de incidentes. Com este investimento, os comboios do ML poderão funcionar de forma automática, com o maquinista apenas a ser responsável pelo início da marcha e fecho de portas. Vítor Domingues dos Santos, revelou também que o novo sistema associado aos comboios irá permitir um aumento da frequência em algumas linhas, que passarão a ter intervalos de passagem «de quatro minutos». O ML prevê receber as novas composições em 2022.
por: Pedro Pereira
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Comentários
01-10-2018 0:10:42 por Fernando Santos e Silva
Provavelmente os bancos longitudinais foram consequencia da secção abaulada do tube de Londres, e parece serem mais incómodos para os passageiros sentados. Mas talvez dêem mais jeito aos nossos turistas, que têm contribuido para o aumento dos passageiros transportados. Sobre o tema do novo material circulante, dado que não são divulgadas as especificações que se pensa incluir no caderno de encargos, gostaria de sugerir a quem trata disso a seguinte relação de especificações de material circulante, retirado do Manual condensado de transportes metropolitanos:https://1drv.ms/w/sAl9_rthOlbwenzpijYTqrCoZHNgt
28-09-2018 17:35:18 por José Manuel Godinho
Acho que Armando da Silva Neves disse tudo relativamente às supostas vantagens dos assentos longitudinais. Não há vantagens.
28-09-2018 11:32:26 por Armando da Silva Neves
Vi , não há muito tempo, uma notícia em que o novo material circulante teria bancos longitudinais, em vez dos atuais transversais. Para ganhar espaço, diziase.Os bancos longitudinais não fazem ganhar espaço. Os passageiros têm que por as pernas em algum lado, e lá se vai o espaço. Por outro lado as interferências entre passageiros de pé e passageiros sentados são constantes e desagradáveis. As senhoras acham este tipo de bancos muito incómodos para quem vai sentado, acabando muitas vezes com alguém ao colo.
27-09-2018 1:57:28 por Fernando Santos e Silva
CBTC significa communications based train control e não computer basedparte do sistema de sinalização foi instalado nos anos 80, outra parte nos anos 90 e outra ainda na primeira década do século XXI, e não dos anos 70 o que é dos anos 70 é o dispositivo de travagem automática por ultrapassagem indevida de sinais proibitivosno instante em que escrevo a informação disponivel no site do ML é que não há concursos a decorrerobservo ainda que o atual sistema permite intervalos de dois minutos e meio em términos com inversão alternada e que a informação anteriormente passada ao público era que a estimativa das 14 UTE era de 42 milhões de euros e do CBTC 24 milhões valores otimistas, reconheço.Cumprimentos
  
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